Recorde histórico na Bienal do Livro de São Paulo
A 28ª Bienal do Livro de São Paulo encerrou sua programação com a marca inédita de 760 mil visitantes em dez dias, superando o público de 722 mil registrado na edição anterior. Entre 4 e 13 de setembro, o evento conquistou um novo patamar, refletindo o interesse crescente por literatura e cultura na capital paulista.
Espaço ampliado e novidades na programação
Com uma área total de 87 mil metros quadrados — 28% maior que na última edição —, a feira apresentou corredores mais amplos e melhorias significativas na infraestrutura. Cinco dias registraram ingressos esgotados, enquanto uma programação noturna inédita foi criada para o público adulto, ampliando a experiência dos visitantes. A iniciativa de cashback também ganhou reforço, tornando a participação ainda mais atrativa.
Autores renomados e diversidade de gêneros
O evento contou com a participação de 800 autores, sendo 91% brasileiros, e 269 expositores. Entre os escritores de destaque estiveram Raphael Montes, Conceição Evaristo, Paula Pimenta, Carina Rissi, Thalita Rebouças, Lynn Painter e Alice Oseman. A variedade de gêneros que encantou o público incluiu fantasia, comédia romântica, suspense e terror, movimentando os estandes durante todo o evento.
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A editora Intrínseca destacou a popularidade dos títulos de fantasia, como “A Guerra da Papoula”, de R. F. Kuang, além do sucesso das comédias românticas, especialmente as obras de Lynn Painter e Sarah Adams. A presença da autora Painter, com seis títulos disponíveis, atraiu um grande número de fãs logo no primeiro fim de semana.
Suspense e terror também estiveram em alta, com a série japonesa “Não Mexa”, que aborda a hipervigilância em uma sociedade conectada às redes sociais, e “O massacre da família Hope” entre os mais vendidos da feira, segundo a Intrínseca.
Crescimento significativo nas vendas das editoras
O público recorde refletiu diretamente no desempenho comercial das editoras. A Rocco alcançou um faturamento 121% superior ao da Bienal de São Paulo de 2024 e 37% maior em relação à última edição no Rio de Janeiro, fazendo de 2026 sua maior Bienal até hoje. Sextante e Arqueiro também registraram crescimento de 82% frente à edição paulista anterior.
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A Intrínseca reportou aumento de 85% nas vendas em comparação à última Bienal em São Paulo, acompanhando a procura por fantasia, romance, suspense e terror. A Livraria Loyola vendeu mais de 60 mil exemplares, abrangendo categorias que vão da ficção à literatura jovem, educação, filosofia, religião e mangás.
Destaques de vendas e resultados expressivos
A Editora Mostarda celebrou um crescimento de 50%, com destaque para “Meu Pé de África”, de Marcos Cajé; “A Menina e a Toga”, de Flávia Martins de Carvalho e Micaela Prado; e “O Livro da Democracia”, de Cármen Lúcia, Mariana Oliveira e Sabichinho. A VR Editora também registrou seu melhor resultado em uma Bienal, com alta de 32% nas vendas, destacando títulos como “Império do Vampiro”, “As Palavras Não Ditas” e “Diário de um Banana 1”.
A Companhia das Letras indicou um aumento de 67% no faturamento e 55% no volume de livros vendidos em relação à Bienal de São Paulo de 2024, demonstrando a força do mercado editorial brasileiro durante o evento.

