Nova inundação na biblioteca da Faculdade de Educação da USP
Quatro meses depois do desabamento parcial do teto da biblioteca da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), o prédio voltou a sofrer com alagamentos provocados pelas fortes chuvas que atingem São Paulo desde o último sábado (12). Servidores denunciam a demora da instituição em realizar obras definitivas para proteger o acervo, que é um dos maiores do país na área de educação.
Problemas persistem com cobertura provisória
Desde o incidente em maio, quando parte do teto cedeu, a biblioteca permanece com uma cobertura provisória. A direção da faculdade reconhece que esta medida temporária não impediu a entrada significativa de água durante as chuvas recentes. De acordo com nota oficial, esforços estão sendo feitos junto à Reitoria da USP para agilizar o reparo definitivo do telhado, mas até o momento nenhuma solução definitiva foi aplicada.
Funcionários relatam que, após a rescisão do contrato com a empresa responsável pela obra — que ocorreu após o desabamento — nenhuma nova empresa foi contratada para concluir a reforma. A cobertura provisória, composta por telhas e lonas, é a única proteção do prédio, do acervo e dos servidores, o que tem causado apreensão entre os profissionais da biblioteca.
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Fonte: edemossoro.com.br
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Fonte: acreverdade.com.br
Acervo histórico em risco e restrições ao acesso
O acervo da biblioteca é o maior do país em obras sobre educação, com mais de 250 mil itens, incluindo 60 mil volumes raros. Entre eles, destaca-se a maior coleção de livros didáticos do Brasil, abrangendo materiais utilizados desde os primeiros anos escolares até hoje. Para evitar perdas maiores, os funcionários precisaram transferir todo o acervo do segundo andar para os pavimentos inferiores, embora o local permaneça fechado para alunos, professores e pesquisadores.
Daniela Pires, chefe da biblioteca, alerta para o risco contínuo ao patrimônio: “Uma das bibliotecas mais importantes que guarda a história da educação brasileira está em risco. Nem sequer chegamos ao período chuvoso e já enfrentamos danos. A situação exige uma solução imediata e definitiva”.
Contexto da obra e ações da USP
O desabamento em maio aconteceu em meio a obras no prédio, quando a empresa responsável retirou as telhas pouco antes do temporal, causando a queda do teto e danos na parte elétrica. A água atingiu cerca de quatro mil livros, além de documentos didáticos, históricos e exposições artísticas.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
A administração central da USP, que coordena as intervenções estruturais, rescindiu o contrato com a empresa e acionou a Justiça para responsabilizá-la pelos prejuízos, apontando falhas na proteção do prédio durante a obra. O contrato original, firmado em 20 de janeiro, tinha valor de R$ 638 mil, mas ainda não foi substituído para garantir a continuidade da reforma.
Impactos na rotina acadêmica e próximos passos
Com a biblioteca fechada, estudantes e docentes ficam sem acesso a um acervo fundamental para pesquisas e estudos na área de educação. A falta de uma intervenção rápida e eficaz pode comprometer ainda mais esse patrimônio. A comunidade acadêmica aguarda uma resposta da USP para que o reparo definitivo seja iniciado o quanto antes, garantindo segurança para o acervo e para quem trabalha no local.

