Retorno às Atividades Legislativas
O vereador Roger Ronan da Silva, popularmente conhecido como Bigodini, está prestes a retornar às sessões da Câmara Municipal de Ribeirão Preto na próxima segunda-feira, dia 11, após um afastamento de seis meses. Sua suspensão aconteceu em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido em setembro do ano passado, que resultou em graves acusações contra ele.
Bigodini foi afastado do Legislativo por um período de 180 dias, após ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por crimes como falsidade ideológica, fraude processual e embriaguez ao volante. Durante sua ausência, Robson Vieira, também do MDB, assumiu seu lugar como suplente na Câmara.
Detalhes do Acidente
A Polícia Civil concluiu que o vereador estava dirigindo sob influência de álcool no momento do acidente na avenida do Café. Inicialmente, sua namorada havia sido indicada como a motorista do veículo. No entanto, investigações mostraram que Bigodini estava ao volante e que, em alguns momentos, o veículo alcançou a velocidade de até 183 km/h na rodovia Anhanguera (SP-330), conforme destacou o promotor Paulo César Souza Assef na denúncia.
Leia também: Daniel Gobbi é eleito presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto
Leia também: Daniel Gobbi Assume a Presidência da Câmara Municipal de Ribeirão Preto
Os registros da polícia indicam que o vereador foi flagrado dirigindo em alta velocidade em diversas ocasiões. Entre as velocidades registradas, destacam-se:
- 113 km/h na Avenida Presidente Vargas;
- 131 km/h na Avenida Maurilio Biagi;
- 165 km/h na Rodovia Anhanguera;
- 183 km/h na mesma rodovia, em horário avançado.
Próximos Passos na Justiça
O caso de Bigodini está marcado para audiência de instrução e julgamento no dia 29 de junho, às 14h, conforme determinação da juíza Carolina Moreira Gama, da 1ª Vara Criminal de Ribeirão Preto. O delegado seccional, Gustavo André Alves, afirmou que as evidências coletadas durante a investigação confirmaram que Bigodini dirigia o veículo em alta velocidade, colocando em risco não apenas sua vida, mas também a da namorada e de outros motoristas nas vias em que transitava.
Leia também: Daniel Gobbi Assume a Presidência da Câmara Municipal de Ribeirão Preto
Leia também: Concurso na Câmara Municipal de São José do Rio Pardo: Vaga para Educador Legislativo
“A investigação revelou múltiplas infrações de trânsito que podem ser facilmente verificadas. O vereador expôs a própria integridade e a dos outros a situações de extremo perigo”, afirmou o delegado.
Decisão do Parlamento
Na votação que decidiu pela suspensão de Bigodini, 19 dos 20 vereadores presentes optaram a favor da medida, seguindo o parecer do Conselho de Ética que analisou o processo de cassação do parlamentar. Notavelmente, Bigodini não participou da votação, e os vereadores Paulo Modas (PSD) e Daniel do Busão (PL) estavam ausentes.
Posicionamento de Bigodini
Após o acidente, o vereador publicou uma nota em suas redes sociais, onde expressou sua indignação com a situação. Na mensagem, ele declarou: “Nos últimos dias, vi meu nome ser distorcido e atacado. O que mais me aflige não é a política em si, mas o peso do julgamento público sem chance de defesa.”
Bigodini continuou, ressaltando que respeita o processo democrático e a decisão da Câmara em abrir o processo de cassação. Ele se mostrou disposto a colaborar com a Justiça e a apresentar sua versão dos fatos. “Confio que no Conselho de Ética poderei provar que não cometi infrações que justifiquem a cassação do meu mandato”, afirmou.
O vereador finalizou sua nota agradecendo o apoio recebido por parte de seus eleitores e pediu que as pessoas refletissem antes de emitir juízos sobre sua vida. “Não vamos transformar um acidente de trânsito em um tribunal de exceção”, encerrou, reafirmando seu compromisso com a população de Ribeirão Preto.

