Entenda o Caso da Facada no Cabeleireiro
Laís Gabriela Cunha, de 27 anos, ganhou destaque na mídia após esfaquear um cabeleireiro em São Paulo, motivada por uma insatisfação com o corte de cabelo. O incidente ocorreu no dia 5 de setembro, quando Laís se dirigiu ao salão na Barra Funda, exigindo a devolução do pagamento devido ao que considerou um corte malfeito. Em meio a uma discussão acalorada, enquanto o cabeleireiro Eduardo Ferrari atendia outra cliente, Laís resolveu tirar uma faca de sua bolsa e a usou contra ele, atingindo-o nas costas. O ataque não foi mais grave graças à intervenção do gerente do salão, que conseguiu conter a situação.
Curiosamente, o caso revela não apenas um ato de violência, mas também um histórico preocupante associado à saúde mental de Laís. Em documentos obtidos pela EPTV, fica claro que a jovem já havia sido detida e internada na Inglaterra em 2025, após um episódio de agitação em um bar, onde chegou a agredir policiais e tirar a roupa. Na ocasião, sua internação durou cerca de dois meses e resultou em diagnósticos de transtorno psicótico e histórico de autolesão.
Histórico de Tratamento e Diagnósticos
Os registros médicos indicam que Laís tem um histórico de problemas mentais. Além do diagnóstico de transtorno psicótico agudo e transitório não especificado, a jovem também lida com questões relacionadas ao uso de substâncias. Ao receber alta do hospital inglês, foi prescrito o uso de medicamentos antipsicóticos, como a olanzapina e o lorazepam, para tratar ansiedade e insônia. Ela estava em tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) em Ribeirão Preto.
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A defesa de Laís argumenta que a interrupção do uso de seus medicamentos devido a um quadro de hepatite medicamentosa foi um dos fatores que contribuiram para seu comportamento violento. Eles também alegam que a jovem carregava a faca como uma medida de precaução, temendo ser assaltada na cidade.
O Desdobrar do Incidente
Após o ataque, a polícia inicialmente registrou o caso como lesão corporal, ameaça e autolesão. No entanto, a defesa do cabeleireiro, Eduardo Ferrari, ressalta que o ato deveria ser classificado como uma tentativa de homicídio, apresentando argumentos em torno de uma possível motivação homofóbica, já que Laís teria se dirigido a ele de forma agressiva por ser um homem gay.
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O caso está sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil, que busca esclarecer os detalhes do registro da ocorrência. A situação fica ainda mais complicada, visto que Laís já havia enfrentado problemas psicológicos sérios anteriormente, o que levanta questões sobre sua capacidade de julgamento no momento do crime.
Até o momento, a jovem foi autuada no 91º DP de São Paulo por lesão corporal, ameaça e autolesão. O ataque, que chocou a comunidade, ressalta não apenas a tragédia de um ato de violência, mas também a necessidade de uma discussão mais ampla sobre saúde mental e suas implicações na vida cotidiana.

