Sobreviventes Contam Como Aconteceu o Acidente
Na noite de sábado (21), um grave incidente envolvendo uma lancha no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, resultou na morte de seis pessoas. De acordo com relatos de sobreviventes à EPTV, afiliada da TV Globo, o piloto da embarcação se perdeu e estava realizando um retorno no rio quando colidiu com o píer.
Das 15 pessoas que estavam a bordo, seis não resistiram e morreram afogadas; os corpos estão sendo velados em Franca, São Paulo, onde as vítimas residiam. Rogério Souza, um dos passageiros, descreveu os momentos críticos que antecederam o acidente. Ele explicou que o grupo estava voltando para um chalé à beira da represa de Jaguara quando a lancha errou o caminho.
“A gente estava no meio do rio, fez um retorno para o lado da beirada da água. A gente se perdeu. A gente virou o barco, voltou devagarzinho, e eu estava com meu celular iluminando, porque a gente não estava enxergando direito. De repente, vi a estrutura de madeira e gritei: ‘vai bater’”, detalhou Rogério.
Após a Colisão: Motor Ligado e Tombamento da Embarcação
Após o impacto, o motor da lancha permaneceu ligado, o que, segundo Rogério, pode ter contribuído para que a embarcação tombasse. “Bateu devagarzinho, tanto que o barco chegou a parar. Acho que quando bateu, encostou no acelerador. Escutei o barulho do motor de novo, e na hora que escutei, o motor tracionou, o pessoal caiu para trás e a lancha levantou e tombou”, explicou ele.
Os sobreviventes também contestaram as informações da Defesa Civil de Rifaina (SP), que afirmou que o píer estava iluminado no momento da colisão. Rogério afirmou que, na verdade, as luzes estavam apagadas. “Não estava iluminado, estava desligado. Você só vê iluminação nele em outras filmagens que fizeram, mas na hora que passamos, estava desligado”, ressaltou.
Diane de Faria, outra sobrevivente, também corroborou a falta de sinalização e iluminação no píer, o que dificultou a visualização. “Na hora em que acabou a curvinha da mata, já tinha o píer. Foi muito rápido. O Rogério gritou ‘vai bater’, e bateu. Não tinha como fazer nada”, comentou.
Investigações em Andamento
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que uma equipe de perícia foi enviada ao local do acidente para coletar vestígios e informações que ajudarão nas investigações. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Sacramento. A Marinha do Brasil também anunciou que irá apurar as circunstâncias que levaram à colisão.
A tragédia impactou a comunidade local, especialmente os moradores de Franca, que estavam desfrutando de um final de semana em uma casa na margem da represa. No sábado, eles haviam feito um passeio em um bar flutuante e algumas pessoas compartilharam fotos nas redes sociais. O acidente ocorreu por volta das 22h, durante o retorno ao condomínio, quando a lancha bateu no píer, arremessando parte dos ocupantes, que ficaram presos quando a embarcação virou na água.
Operações de Resgate
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o esforço de voluntários, mergulhadores e equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) que trabalharam no resgate das vítimas e na tentativa de reverter a lancha à posição correta. A tragédia despertou a atenção da comunidade e gerou um clamor por respostas sobre a segurança na navegação local.

