Presidente do TRF-3 defende magistratura em meio a críticas
Nesta segunda-feira, 2, o novo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), Luís Antonio Johonsom di Salvo, assumiu o cargo com um discurso contundente em defesa da magistratura e de seus salários. Em uma cerimônia que reuniu magistrados, juristas e advogados, Johonsom destacou o momento desafiador enfrentado pela justiça, citando a pressão da opinião pública e a ofensiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os chamados ‘penduricalhos’ no Judiciário. “Vivemos dias difíceis em que forças, tanto abertas quanto disfarçadas, atuam contra a magistratura como se fôssemos apenas um ninho de rapinantes que saqueia o erário público”, afirmou.
O presidente do TRF-3 argumentou que a busca por uma política remuneratória justa não deve ser vista como um desejo de enriquecimento sem causa, mas sim como uma reivindicação legítima de profissionais do Judiciário. “É um equívoco pensar que pretendemos atuar como mendigos, solicitando migalhas”, disse, ao ser aplaudido pela plateia, marcando um posicionamento forte desde que o STF iniciou sua cruzada contra os chamados ‘penduricalhos’.
Em sua avaliação, o Judiciário merece um tratamento mais digno e humano, longe de críticas que, segundo ele, soam como deboches e desinformações. “Essas críticas são apenas uma ópera bufa, uma sinfonia desafinada que devemos desconsiderar”, frisou Johonsom di Salvo, desafiando a narrativa negativa que ronda as remunerações do setor.
Reforço na necessidade de manifestação do Judiciário
Consciente da grave situação pela qual o Judiciário tem passado, o presidente do TRF-3 enfatizou a necessidade de os membros do Judiciário se posicionarem. “É inaceitável permanecer em silêncio diante de ataques que tentam calar a verdade”, declarou. Ele ressaltou a importância de os juízes se manifestarem na luta contra o obscurantismo que permeia as críticas à magistratura.
Em um tom preocupado, Johonsom di Salvo comentou que a boa parte da magistratura é composta por profissionais que honram a toga. “Devemos defender a magistratura saudável, e aqueles que falham ou cometem erros devem ser punidos pela lei”, alertou o presidente, deixando claro que defender o Judiciário é, na verdade, uma defesa do processo civilizatório.
Além disso, ele não hesitou em deixar um aviso para os que disseminam maledicências. “Responderei com firmeza aos insultos que as operetas e sinfonias desafinadas dirigirem contra nós”, disse, reforçando sua determinação em proteger a imagem da magistratura.
A onda de ataques ao Judiciário e seus impactos
Em um tom mais cerimonioso, o desembargador abordou a atual onda de ataques ao Judiciário, fazendo uma analogia com cenários apocalípticos. “Não temo os desafios impostos a nós. Sem o Judiciário, a desordem dominará, e não é exagero afirmar que, se sua importância for reduzida, enfrentaremos um dilúvio de caos”, alertou. Ele concluiu, reafirmando seu compromisso com a toga: “Devemos ser dignos do que vestimos, mesmo que isso não signifique enriquecimento, mas sim paz na consciência.”

