Ministério da Saúde Celebra Conquista Histórica
No dia 12 de outubro, Brasília foi palco de uma solenidade que comemorou os 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados, estabelecida pela Lei nº 10.205/2001. O evento reuniu gestores de saúde, especialistas e representantes da Hemorrede Pública Nacional para discutir os avanços e desafios enfrentados ao longo desse período.
A criação da política que regula o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN) possibilitou a formação de um modelo de saúde pública, universal e baseado na doação voluntária e não remunerada de sangue, essencial para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Um Marco Importante para o SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou, durante a cerimônia, que esta política representa uma conquista significativa para a saúde pública no Brasil e está diretamente ligada à construção do SUS. “Celebrar os 25 anos da política do sangue é também relembrar o debate fundamental que ocorreu na Constituinte sobre a necessidade de um sistema público que assegurasse regulação e controle”, afirmou Padilha. Ele enfatizou que antes da implementação da política, a comercialização de sangue resultou em infecções em muitas pessoas devido à falta de controle sanitário.
Padilha também destacou o papel do SUS na organização da rede de saúde em um país com dimensões continentais. “O Brasil encarou o desafio de criar um sistema público universal para mais de 200 milhões de habitantes. Hoje, possuímos a maior rede pública de saúde do mundo, capaz de implementar políticas nacionais e garantir acesso à população em todas as regiões”, completou.
A Fortalecimento da Hemorrede e a Autossuficiência
O fortalecimento da hemorrede, assim como o progresso em direção à autossuficiência na produção de hemoderivados, foram citados como prioridades neste esforço de aprimoramento do SUS. “Estamos comprometidos em avançar na produção nacional de hemoderivados, um passo crucial para garantir segurança e autonomia ao país”, disse Padilha.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, também comentou sobre a importância de atualizar a política do sangue diante das transformações tecnológicas e dos desafios contemporâneos. “Nos últimos anos, conseguimos avanços significativos em áreas como fatores recombinantes e na organização da produção de hemoderivados”, afirmou.
Participação de Autoridades no Evento
A cerimônia contou com a presença de diversos representantes do setor de saúde. Além do ministro Alexandre Padilha, estiveram presentes o secretário Mozart Sales, a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados, Luciana Maria de Barros Carlos, e outros importantes líderes da área, como Arthur Mello, diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), e Antônio Ferreira da Fiocruz.
Estratégia e Organização da Hemorrede
Desde sua criação, a Política Nacional de Sangue tem desempenhado um papel crucial na organização da hemorrede pública. Ela estabeleceu normas de segurança transfusional e garantiu suporte vital em áreas como urgência, emergência, oncologia e atenção materno-infantil. “O SINASAN é um exemplo de uma política construída colaborativamente. Em 25 anos, conseguimos criar uma rede nacional que conecta hemocentros, serviços de saúde e gestores, assegurando um atendimento seguro e contínuo à população”, enfatizou Arthur Mello.
A coordenadora-geral Luciana Carlos sublinhou a importância do modelo brasileiro, que se baseia na doação voluntária. “A Política Nacional de Sangue estruturou a hemorrede pública brasileira, permitindo um sistema com segurança transfusional e acesso universal no SUS. Essa política, embora muitas vezes silenciosa, é absolutamente vital para o funcionamento do sistema de saúde e o cuidado de milhares de pacientes”, disse.
A Importância dos Hemocentros no SUS
Além de realizar a coleta e o processamento de sangue, os hemocentros também têm um papel estratégico no diagnóstico e no acompanhamento de doenças hematológicas no SUS. “Fortalecer essa rede é também fortalecer o cuidado especializado oferecido à população”, concluiu o secretário Mozart Sales.

