Finalistas do Prix Osipova: Oportunidade para Dançarinas Brasileiras
Desde muito cedo, Gabriela Leitão, de 18 anos, e Giovanna Motta Lana, de 17 anos, dedicam-se ao universo do balé, e agora estão prestes a transformar seus sonhos em realidade. Moradoras do Centro e do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, as jovens bailarinas foram selecionadas entre 54 finalistas na primeira edição da pré-seleção latino-americana do Prix Osipova. Esse concurso oferece a oportunidade de conquistar vagas em companhias de dança e bolsas de estudo em instituições internacionais. Nomeado em homenagem à renomada bailarina russa Natalia Osipova, primeira solista do Royal Ballet de Londres e uma das grandes figuras da dança mundial, o evento atraiu mais de 420 inscrições na fase inicial, com participantes de diversas nacionalidades, incluindo Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Venezuela.
Um dos maiores anseios de Gabriela e Giovanna é a possibilidade de dançar junto de Natalia Osipova, que fará sua estreia no Rio de Janeiro como jurada da seletiva. Ao seu lado, o jurado Julio Bocca, diretor do Teatro Colón de Buenos Aires, a brasileira Cecília Kerche e o americano Jason Kittelberger, conhecido por sua atuação na dança contemporânea, também serão atrações da competição. Os resultados da seleção serão revelados no próximo dia, em um espetáculo no Teatro Municipal, onde os dez melhores classificados exibirão seus solos. Os quatro vencedores terão a oportunidade de receber passagens e hospedagem para participar da grande final do Prix Osipova, que ocorrerá na icônica Royal Opera House, em Londres.
Além do concurso, Natalia Osipova se apresentará em uma gala especial no Rio, onde dançará o segundo ato de “Giselle”, acompanhada por convidados e por bailarinas do projeto social Companhia Jovem CDA Para Todos, do Conservatório de Dança e Arte em Ipanema. Gabriela e Giovanna estão profundamente envolvidas nesse projeto, o que acrescenta ainda mais emoção à sua jornada. Essa experiência não só representa uma chance de crescimento profissional para as dançarinas, mas também reafirma a importância de iniciativas que visam democratizar o acesso à arte e cultura.

