Imersão na cultura indígena
Entre os dias 13 e 18 de abril, adolescentes que estão sob medida socioeducativa no CASA Cândido Portinari, localizado em Ribeirão Preto, participaram de um projeto especial focado na imersão na história e nas tradições dos povos indígenas. A atividade fez parte do programa de alfabetização e letramento da Secretaria Estadual da educação de São Paulo (Seduc-SP) e culminou em uma exposição cultural, que foi organizada pelos próprios jovens.
Durante a semana, sob a orientação de cinco professores da escola vinculadora E.E. Professora Rosângela Basile, todos os participantes tiveram a oportunidade de se envolver em oficinas práticas que mesclaram criatividade e sustentabilidade. Utilizando retalhos de tecido, os adolescentes confeccionaram petecas e, com rolos de papel reciclado, criaram pulseiras. Além disso, com pigmentos naturais, como os da beterraba e do urucum, e materiais comuns, como barbante e lápis de cor, eles produziram colares de macarrão, cocares e painéis que imitam a estética dos tapetes indígenas.
Aprendizado e Resgate Cultural
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Além das atividades manuais, os jovens ampliaram seu conhecimento ao explorarem a influência da língua tupi-guarani no português brasileiro. Participaram de rodas de leitura e sessões de vídeo que abordaram a resistência e a herança dos povos indígenas, sempre com a supervisão da professora Júlia Petersen de Catro. Um dos momentos mais significativos da ação foi o exercício de oratória, onde os próprios adolescentes atuaram como mediadores da exposição, explicando a servidores e familiares o processo de confecção e o significado histórico dos objetos que haviam produzido.
Importância do Resgate da Ancestralidade
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Na visão do presidente interino da fundação casa, Oswaldo Caetano Junior, iniciativas que resgatam a ancestralidade são cruciais para o desenvolvimento dos jovens. “Ao realizarem essas oficinas, os adolescentes não apenas adquirem conhecimento histórico, mas também exercitam a cidadania e o respeito à diversidade”, destacou.
Por sua vez, a coordenadora pedagógica, Ivone Karina Dias da Silva, ressaltou a importância dessas ações para a conexão dos jovens com sua própria história. “Atividades como esta contribuem para o desenvolvimento social e humano, além de ampliar o conhecimento histórico sobre nossos antepassados”, afirmou.

