Laços de Amor e Profissão na enfermagem
Os corredores do Hospital de Emergência (HE) em Macapá são palco de histórias tocantes de superação e cuidado. Um dos relatos mais emocionantes é o de Vânia Serra, técnica de enfermagem de 44 anos, que há 16 anos dedica sua vida profissional à unidade. Recentemente, essa trajetória se tornou ainda mais especial com a entrada da filha Valéria Serra, de 26 anos, enfermeira que, desde pequena, acompanhava os plantões da mãe. Essa experiência despertou seu desejo de seguir a mesma carreira.
“Minha mãe é minha inspiração. Eu vinha pra cá ainda moleca, acompanhando-a e percebendo o quanto ela ama a profissão. Sempre quis ser igual a ela e ver seu trabalho”, relembra Valéria, que hoje ocupa o cargo de supervisora de enfermagem no mesmo hospital onde sua mãe atua.
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Para Valéria, dividir a rotina hospitalar com a mãe é uma experiência gratificante que intensifica sua paixão pela profissão. “Compartilhar esses momentos com minha mãe é muito especial. Após quatro anos de formação, estagiei aqui e amo o que faço. Cuidar da vida de alguém é meu combustível”, destaca.
A influência familiar foi decisiva para a escolha do caminho profissional. Valéria observa que a dedicação de sua mãe aos pacientes sempre foi uma grande motivação. “Ela é minha motivação diária. Ver o empenho dela em atender e acolher os pacientes me inspira sempre a dar meu melhor”, acrescenta.
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Para Vânia, a trajetória da filha na enfermagem é motivo de orgulho e emoção. A técnica relembra que sempre se empenhou em transmitir amor e responsabilidade em seu trabalho, sem imaginar que isso servisse como exemplo para a filha. “Nunca pensei que ela seguiria exatamente a mesma profissão, mas fico imensamente feliz e orgulhosa. Sempre trabalhei com amor, pois aqui lidamos com vidas que precisam de ajuda e acolhimento. O HE faz parte da minha história, são 16 anos de muitos desafios, mas também de conquistas e aprendizados”, relata Vânia.
Mesmo diante da rotina intensa e desafiadora da urgência e emergência, ela nunca perdeu a paixão pela enfermagem. “Aqui, consigo ajudar as pessoas. Quando vemos um paciente melhorando, sendo bem acolhido, isso não tem preço. Às vezes é cansativo, mas é uma profissão que amo e faria tudo de novo”, afirma Vânia, com um sorriso no rosto.
Curiosamente, a vocação pela saúde se estende a outros membros da família Serra. Em tom de brincadeira, Valéria comenta sobre a quantidade de profissionais da área entre os parentes, dizendo: “Se bobear, a gente monta um hospital!”.
As histórias de Vânia e Valéria ilustram o aspecto humano da saúde pública, evidenciando como a dedicação, o acolhimento e o amor pelo cuidado podem inspirar novas gerações dentro e fora do ambiente hospitalar.

