São Paulo vive a cultura nordestina em festival plural
Durante cinco dias, São Paulo pulsou com os ritmos, sabores e tradições do Nordeste. A primeira edição do São Julhão Festival terminou no domingo (9), encerrando uma programação intensa que tomou conta da Mercado Livre Arena Pacaembu e da Praça Charles Miller. Música, comédia, circo, gastronomia e manifestações culturais se misturaram para oferecer uma experiência que reuniu diferentes públicos e gerações.
Programação diversa e encontros culturais
O festival começou na terça-feira (5) com o espetáculo “O Tom Tá On”, de Tom Cavalcante. Nos dois primeiros dias, o Circo do Tiru, liderado por Tirulipa, animou a Praça Charles Miller, ampliando as possibilidades artísticas do evento. Na quinta-feira (7), os shows de Jonatha e Cristiano na Vila São Julhão prepararam o terreno para a noite musical na Arena, que contou com apresentações de Dorgival Dantas, Alceu Valença e João Gomes, mesclando estilos e gerações da música nordestina.
O sábado (8) trouxe nomes como Mari Fernandez, Zé Vaqueiro, Fagner e À Vontade, com episódios marcantes, como o momento em que Pablo desceu até a grade para cantar junto ao público, aproximando o arrocha da multidão. O encerramento do festival ficou a cargo de Toque Dez, Nattan, Xand Avião, Henry Freitas e Calcinha Preta, que enfrentaram a chuva e mantiveram a energia da plateia durante todo o show.
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Identidade nordestina e conexão com São Paulo
O São Julhão Festival foi idealizado por Netinho Lins, CEO do Grupo DuBem, com o objetivo de transportar para São Paulo a atmosfera dos grandes festejos juninos do Nordeste. A escolha da capital paulista não foi casual: a cidade acolhe cerca de 6 milhões de nordestinos, que encontraram no evento um espaço para celebrar suas raízes.
Além dos shows, a Praça Charles Miller se transformou na Vila São Julhão, um espaço gratuito que reuniu gastronomia típica, cenografia temática, atividades culturais, gincanas e atrações circenses. Elementos como grandes bonecos inspirados em ícones da cultura nordestina, entre eles Luiz Gonzaga, enriqueceram a ambientação e aproximaram o público das tradições regionais.
O festival consolidou-se como um ponto de encontro cultural, valorizando a diversidade musical do Nordeste — do forró ao piseiro e arrocha — e criando uma ponte entre as raízes nordestinas e a diversidade cultural paulistana. Para quem busca vivenciar essa experiência, o São Julhão Festival mostrou-se uma celebração completa, com atrações para todos os gostos e idades, e promete se firmar como uma referência na agenda cultural da cidade.

