São Paulo: O Epicentro da Cultura Brasileira
No último dia 26 de janeiro, o governo de São Paulo divulgou os resultados da pesquisa “Boletim de Empregos na Economia Criativa”, realizada em parceria com a Fundação Seade. Os dados revelam que o estado abriga cerca de 20,6% do total de trabalhadores da cultura e da economia criativa do Brasil, o que corresponde a aproximadamente 1,6 milhão de profissionais. Em contrapartida, o número total de trabalhadores na economia criativa em nível nacional, segundo o Observatório Cultural Itaú, é de cerca de 7,75 milhões.
Entre os anos de 2012 e 2023, o número de ocupados na economia criativa no Brasil cresceu de 6,4 milhões para 7,7 milhões. Em São Paulo, esse crescimento foi ainda mais significativo, saltando de 1,1 milhão para 1,6 milhão no mesmo período.
A expansão do setor criativo no estado mostrou um avanço acelerado a partir de 2021, quando a taxa de crescimento atingiu 21,1%, comparado a apenas 11,0% na média nacional. Em 2023, o crescimento da economia criativa em São Paulo alcançou 11,4%, quase três vezes superior à média nacional. De acordo com o boletim, a economia criativa representa 6,5% do total de empregos no estado.
“São Paulo se consolida cada vez mais como potência no cenário criativo do Brasil. Somente aqui temos 20,6% do total de trabalhadores da cultura e da economia criativa. Isso demonstra uma cadeia produtiva diversificada que transforma a vida das pessoas, gerando emprego e renda,” afirmou Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Atividades em Alta no Setor Criativo
As principais áreas de atuação que compõem a ocupação da economia criativa em São Paulo, em 2023, incluem software, videogames, além de serviços de computação e web, representando 28,4% do total de ocupados. Essas atividades mantêm uma participação superior a um quarto do total de profissionais na economia criativa.
Setores como publicidade, pesquisa e desenvolvimento, bem como arquitetura e design de interiores, também mostraram um crescimento expressivo, acompanhando as transformações tecnológicas e a demanda crescente por inovações.
“São Paulo não apenas segue as tendências nacionais, mas desempenha um papel fundamental na expansão do setor, sendo um dos principais motores do crescimento da economia criativa no Brasil”, complementou a secretária Marton.
Crescimento Sustentável da Economia Criativa
Ao analisar os dados, nota-se que o PIB (Produto Interno Bruto) da Economia Criativa em São Paulo registrou um crescimento significativo na última década. No ano de 2022, o PIB do setor alcançou R$ 136,6 bilhões, correspondendo a 5,2% do total do PIB paulista.
Metodologia da Pesquisa
O “Boletim de Empregos na Economia Criativa” foi elaborado em colaboração entre a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e a Fundação Seade. A metodologia utilizada orienta-se por padrões internacionais e foi desenvolvida com base na estrutura revisada da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), em parceria com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
A delimitação das atividades da economia criativa baseia-se em códigos de atividades econômicas (ISIC), que se correspondem com produtos e serviços criativos, classificados pelo HS (Harmonized System) e pelo Ebops (Extended Balance of Payments Services). Isso permite uma comparabilidade internacional e aderência a padrões reconhecidos, enquanto se ajusta às particularidades da realidade brasileira e paulista.
Com essas informações, fica claro que São Paulo não só é um centro importante para a cultura brasileira, mas também para o desenvolvimento econômico do país, contribuindo significativamente para a geração de empregos e renda nesta área tão vital.

