Uma Crise que Afeta Múltiplas Cidades
De acordo com informações divulgadas pela EPTV, afiliada da TV Globo, o Grupo Fictor conta com mais de 90 credores em Ribeirão Preto, totalizando uma dívida de R$ 53,4 milhões. Entre esses credores, seis se destacam, com valores que variam entre R$ 1 milhão e R$ 31,5 milhões. Outros credores têm aportes que vão de R$ 200 até quase R$ 900 mil.
Além de Ribeirão Preto, a companhia possui credores em 23 cidades da região, somando mais de R$ 11 milhões em aplicações. Este cenário evidência a extensão do impacto financeiro enfrentado pelo grupo, que se vê em uma situação delicada.
Pedido de Recuperação Judicial em Foco
O pedido de recuperação judicial feito pelo Grupo Fictor abrange um montante alarmante de mais de R$ 4,2 bilhões em dívidas, resultado de uma crise de liquidez acentuada pela tentativa de aquisição do Banco Master em novembro de 2025. Desde sua fundação em 2007, o Grupo Fictor se consolidou como um conglomerado brasileiro atuante em diversos setores, incluindo agronegócio, energia e finanças.
No processo de recuperação judicial, a empresa informou ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que pretende quitar suas dívidas integralmente, sem solicitar descontos aos credores. Essa postura demonstra a intenção do grupo em restabelecer sua saúde financeira, apesar dos desafios.
Impactos da Liquidação do Banco Master
A situação crítica do Grupo Fictor está intimamente relacionada ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado. A justificativa para essa liquidação foi a deterioração da saúde financeira da instituição, presidida pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Curiosamente, um dia antes da decisão do Banco Central, o Grupo Fictor havia tentado adquirir o Banco Master. Com isso, a companhia alega ter sido severamente impactada pelas notícias da liquidação, o que deteriorou sua reputação no mercado e levou a uma onda de retiradas de depósitos por parte dos clientes, prejudicando ainda mais suas finanças.
Processo Judicial em Andamento
Embora a decisão judicial tenha gerado uma suspensão temporária das atividades, ela se aplica apenas a ações futuras. Os bens e valores já bloqueados continuarão retidos até que uma perícia conclua a avaliação da situação das empresas e investigue possíveis indícios de fraudes.
Antes de decidir sobre a aceitação do pedido de recuperação judicial, o juiz responsável deverá analisar as condições de funcionamento das empresas e verificar toda a documentação apresentada, incluindo a lista de credores. Até o momento, não há um prazo estabelecido para a conclusão dessa análise.
A complexidade do caso ressalta a importância de um olhar atento sobre as finanças do Grupo Fictor e as implicações de sua recuperação. A situação não apenas afeta os credores, mas também tem repercussões na economia local e na confiança do mercado em relação à companhia.

