Repercussões dos Ataques e o Clima de Terror
Há duas décadas, a região de Ribeirão Preto enfrentou uma onda de violência que deixou marcas profundas na sociedade. A onda de terror, desencadeada pela transferência de líderes do PCC para presídios de segurança máxima, resultou em ataques a delegacias, quartéis e ônibus, instaurando um clima de medo em meio à população. O coronel reformado da Polícia Militar, Artur Henrique Lofler, que atuava como tenente na época, relembra a insegurança vivida: “O fato novo era até onde a minha família estava protegida; até então, não se sabia os limites da violência”.
Um dos episódios mais impactantes foi a morte do delegado Adelson Taroco, em Jaboticabal (SP). Durante uma rebelião no presídio local, ele foi rendido por detentos que atearam fogo ao seu corpo, resultando em 70% de queimaduras. O delegado, que tinha apenas 39 anos, faleceu 19 dias após o ataque, mesmo sendo encaminhado ao Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. A tragédia gerou investigações que levaram à condenação de pelo menos oito indivíduos, além de uma indenização à família de Taroco.
O cenário de violência não poupou outros agentes de segurança. Em Ribeirão Preto, o carcereiro Alexandre Luis Lima foi executado com 16 disparos, enquanto o guarda florestal Arildo Ferreira da Silva foi assassinado com 12 balas. No velório do carcereiro, a tensão era palpável; colegas, receosos de represálias, optaram por não usar fardas. Em Franca (SP), a casa de um policial militar também foi alvo de um atentado, refletindo a gravidade da situação em que viviam os profissionais da segurança pública.
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