Oportunidades de Conexão e Negócios no SXSW
A frase de Stephanie Costa, secretária-executiva da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, resume perfeitamente o objetivo das 30 empresas paulistas que estão participando da SP House, um hub internacional de negócios, durante o South by Southwest (SXSW) 2026, em Austin, Texas. “O que as empresas vêm buscar aqui é conexão: com investidores, com outras startups”, afirmou Stephanie. O evento acontece entre sexta-feira, 13, e segunda-feira, 16, e é uma plataforma importante para a geração de negócios e promoção da economia criativa.
As empresas selecionadas fazem parte de três iniciativas de internacionalização, coordenadas pela InvestSP, a agência estadual de promoção de investimentos. Os segmentos abordados incluem tecnologia, economia criativa e turismo, permitindo que as delegações participem de rodadas de pitch, reuniões com investidores e painéis de discussão.
Programas de Internacionalização
Os três programas que possibilitaram a participação no SXSW são:
- SP Global Tech: Abrangendo dez startups de base tecnológica, este programa é gerido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo.
- CreativeSP: Este programa da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas selecionou dez empresas do setor criativo, refletindo a diversidade e inovação presentes na economia paulista.
- DiscoverSP: Com foco em turismo, este programa, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo, trouxe mais dez empresas do setor, promovendo a cidade como um destino global.
Em 2024, a SP House, ano de sua estreia, já havia gerado impressionantes R$ 100 milhões em negócios, e em 2025, esse número aumentou para R$ 172 milhões. Para 2026, a expectativa é superar esses números, reforçando a importância do evento na promoção do empreendedorismo.
Segundo Julia Saluh, diretora de Relações Internacionais e Comércio Exterior da InvestSP, “o SXSW é uma vitrine internacional, uma plataforma para negócios inovadores. A conexão interpessoal é um dos maiores ativos que o evento proporciona”. Ela ressalta que, enquanto muitos focam no avanço da inteligência artificial, o festival tem se dedicado a destacar a importância dos relacionamentos pessoais, uma abordagem que a SP House busca maximizar para os participantes.
Setores em Destaque: Tecnologia e Economia Criativa
O leque de inovações apresentado pelas startups é bastante diversificado. No SP Global Tech, estão a Draiven, uma plataforma de análise que utiliza inteligência artificial; a GLR Tech, uma cleantech voltada para captura de carbono; a iNeeds, focada na prevenção de desastres naturais com tecnologia de sensoriamento e automação; e a Luckie Tech, que oferece cuidados especializados para crianças em tratamento oncológico.
Stephanie Costa observa que o SXSW despertou um grande interesse entre as startups do sistema paulista de inovação, destacando que neste ano, o foco em inteligência artificial é evidente. “Aqui, elas estão se conectando com atores internacionais, apresentando suas inovações e absorvendo aprendizados valiosos do evento”, afirma.
Além disso, o programa CreativeSP evidencia o potencial da economia criativa de São Paulo, que já representa cerca de 3% do PIB brasileiro. Desde 2022, estima-se que o programa tenha gerado mais de R$ 2 bilhões em negócios. Por sua vez, o DiscoverSP promove São Paulo como um destino atrativo tanto para visitantes quanto para investidores.
SP House: Um Espaço de Inovação e Networking
Funcionando até segunda-feira, 16, a SP House é o espaço onde as três delegações se encontram. Com 2.200 m² na Congress Avenue e capacidade para 600 pessoas simultaneamente, o espaço abriga sessões de pitch e reuniões pré-agendadas com investidores, facilitadas pela InvestSP.
Rui Gomes, presidente da InvestSP, enfatiza que “São Paulo não está aqui para ser um observador, mas para liderar as tendências de inovação e da economia criativa”. Ele também menciona o crescente interesse internacional, com delegações estrangeiras cada vez mais interessadas nas oportunidades que o estado oferece. “O setor de transição energética, por exemplo, é um tema que atrai muitas discussões e participação internacional”, conclui Gomes.

