Um Ano de Apoio às Mulheres em Situação de Vulnerabilidade
A região de Ribeirão Preto, em São Paulo, celebra um ano de funcionamento do Auxílio-Aluguel destinado a mulheres vítimas de violência doméstica. Neste período, 565 mulheres foram beneficiadas pelo programa, gerido pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS). Ao longo do estado, mais de 6 mil mulheres já receberam apoio, totalizando um investimento de R$ 16,5 milhões. Somente na região de Ribeirão Preto, o aporte foi de R$ 1.781.000.
Os dados consolidados pela SEDS, referente ao período de março de 2025 a fevereiro de 2026, marcam este primeiro aniversário dos repasses, que aconteceu neste mês. A iniciativa alcançou 585 municípios paulista, evidenciando a abrangência dessa política pública e a relevância da rede municipal de assistência social como a principal porta de entrada para o benefício.
Ao analisar o perfil das beneficiárias, observa-se que a maior parte delas está na fase economicamente ativa. A faixa etária predominante é a de 30 a 39 anos, com 2.002 mulheres beneficiadas, o que representa 38,8% do total. Em segundo lugar estão as mulheres entre 40 e 49 anos, totalizando 1.321 beneficiárias (25,6%), seguidas por aquelas com idade entre 20 e 29 anos, que somam 1.241 atendidas (24,0%). Juntas, as mulheres de 20 a 39 anos perfazem 3.243 beneficiárias, ou seja, 62,8% do público atendido.
Essa concentração etária reforça a importância da autonomia financeira como um elemento crucial para romper o ciclo da violência e permitir que essas mulheres reconstruam suas trajetórias pessoais e familiares.
Objetivos e Benefícios do Programa
Instituído pelo Governo do Estado de São Paulo, o Auxílio-Aluguel oferece um suporte financeiro mensal de R$ 500 durante seis meses, com a possibilidade de renovação por igual período. O intuito central é proporcionar condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relacionamentos violentos com segurança e dignidade.
“O Auxílio-Aluguel é uma ferramenta concreta de proteção e autonomia. Com ele, o Estado oferece às mulheres condições reais para romper o ciclo da violência, preservar a própria vida e reconstruir seus projetos com dignidade e segurança”, declara a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Para solicitar o benefício, a mulher deve possuir uma medida protetiva expedida pela Justiça, residir no Estado de São Paulo, estar em situação de vulnerabilidade e ter uma renda, até o momento da separação, que não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado em uma Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Integração com Outras Políticas Públicas
Além do suporte financeiro oferecido pelo programa, há também uma articulação com outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento das mulheres atendidas em todo o estado. Isso contribui para um atendimento mais abrangente e eficaz, favorecendo a recuperação e a reinserção social das beneficiárias.
Onde Buscar Ajuda
As mulheres que necessitam de apoio podem procurar diversos serviços, como:
- Assistência Social: Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
- Saúde: Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais;
- Segurança Pública: Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros;
- Órgãos do Sistema de Justiça: Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil.

