Críticas Diretas ao STF e ao Ministro Gilmar Mendes
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante sua participação na Agrishow, feira do agronegócio em Ribeirão Preto (SP). Zema afirmou que é necessário um Supremo sem ‘rabo preso’, insinuando que os ministros estariam evitando investigações. ‘Meu medo é de quem não quer ser investigado e faz de tudo para silenciar quem defende a democracia’, declarou Zema, enfatizando a importância da transparência nas instituições públicas.
No evento, Zema também se referiu ao ministro Gilmar Mendes, questionando se ele ‘vive numa casta diferente’. O comentário foi uma resposta ao pedido de Mendes para ser incluído no inquérito das fake news, em decorrência de um vídeo satírico com fantoches que criticava membros do STF. O pedido foi encaminhado ao relator do caso, Alexandre de Moraes, mas ainda não recebeu decisão.
Defesa da Sátira e Críticas ao Distanciamento do STF
‘Estou tranquilo. Ele pode investigar o que quiser. A sátira é comum em uma democracia. Aqui em Minas já fizeram todo tipo de caricatura de mim, e eu sempre levei isso numa boa’, afirmou Zema, defendendo a liberdade de expressão. O ex-governador ironizou ainda as declarações de Mendes, que, em uma troca de farpas, comentou que Zema ‘fala uma língua próxima do português’. ‘Essa discriminação com minha maneira de falar revela o distanciamento entre o STF e a população’, ponderou.
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Zema, destacando seu sotaque do Triângulo Mineiro, contestou a visão elitista de alguns ministros. ‘Na verdade, o isolamento de Brasília e a influência de bajuladores têm prejudicado alguns brasileiros’, concluiu, promovendo uma reflexão sobre a acessibilidade e a conexão entre as instituições e o povo.
Críticas à Gestão Lula e Propostas Fiscais
Além de seu descontentamento com o STF, Zema também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que Lula tem buscado proteção em parceria com ministros do STF e reforçou a necessidade de um líder com credibilidade, rejeitando um ‘histórico criminoso’. O ex-governador não hesitou em apontar a alta taxa de juros como um problema central e culpou o governo federal pelo desequilíbrio fiscal que afeta a economia brasileira.
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Prometendo atacar a ‘gastança’, Zema afirmou que medidas como o teto de gastos, estabelecido durante o governo de Michel Temer, poderiam reduzir a taxa de juros pela metade em um prazo de seis a 12 meses. Essa proposta foi recebida com interesse em um momento em que muitos cidadãos enfrentam dificuldades financeiras devido às altas taxas.
Futuro Político e Alianças
Quanto ao seu futuro político, Zema desconversou sobre uma possível desistência de sua candidatura em favor de Flávio Bolsonaro, como desejado por alguns aliados. ‘Estamos juntos no segundo turno. Estou focado em tirar o PT do poder’, afirmou, deixando claro que sua intenção é permanecer na corrida presidencial. Esse confronto com o STF parece ter dado um novo impulso à sua pré-candidatura, com conselheiros aconselhando-o a seguir em frente até o final.

