Decisão do Conselho Deliberativo resulta na expulsão de Júlio Casares
O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube concluiu a votação que resultou na expulsão de Júlio Casares, ex-presidente do clube. A decisão foi anunciada ao final da tarde desta quinta-feira, após apuração das denúncias relacionadas à gestão do dirigente, que renunciou ao cargo no início do ano após afastamento. Casares foi acusado de gestão temerária, especialmente por movimentações financeiras sob sua administração.
Controvérsias financeiras e investigação em andamento
O departamento financeiro do São Paulo apontou a quantia de R$ 7 milhões em saques feitos por Casares, valor que ainda passará por validação do Conselho Fiscal. Esses recursos são alvo de uma investigação conduzida por uma Força-Tarefa da Polícia Civil e Ministério Público. A defesa do ex-presidente sustenta que os valores foram destinados a despesas do futebol profissional do clube.
Além disso, o uso do cartão corporativo chegou a cerca de R$ 1 milhão, sendo que pouco mais da metade desse montante foi reembolsada ao clube. A Comissão de Ética enquadrou a conduta de Casares no artigo 11 do estatuto do São Paulo, que trata de “dano ou prejuízo material” à instituição.
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Defesa questiona processo e acusa cerceamento
Júlio Casares não compareceu à reunião da Comissão de Ética, onde poderia apresentar sua defesa. Seus representantes alegam que ele foi submetido a um “processo de exceção” e teve o direito à defesa cerceado, devido à dificuldade em obter documentos essenciais para sua sustentação. Entretanto, o relatório final da comissão contradiz essas alegações, destacando que foram disponibilizados diversos documentos financeiros, relatórios de auditoria e outros materiais relevantes durante o processo.
A Comissão de Ética é formada por Luiz Augusto Lia Braga, Mario Celso da Silva Braga, Milton José Neves Júnior, José Edgard Galvão Machado e Fábio Cesar de Souza Azambuja, que conduziram a análise e votaram pela expulsão.
Posicionamento oficial da defesa
Em nota, a defesa de Júlio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine, André Bialski e Bruna Luppi, manifestou surpresa com o resultado do processo, classificando-o como “abusivo” e com motivações políticas. Eles afirmam que o procedimento cerceou o direito de defesa e foi marcado por perseguição, mesmo após a saída de Casares do clube.
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Os advogados também reiteram a confiança na atuação lícita e regular do ex-presidente junto ao São Paulo e acreditam que as autoridades judiciais reconhecerão essa posição quando for o momento adequado.

