Carreta do Museu Catavento: Ciência e Cultura na Estrada
Na próxima segunda-feira, 5 de janeiro, Araraquara será a nova parada da carreta do Museu Catavento, uma iniciativa inovadora da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. O projeto, intitulado “Museu Catavento: Ciência que vai até você”, faz parte do programa CultSP na Estrada, que visa democratizar o acesso à cultura e ao conhecimento por meio da itinerância de projetos culturais. A carreta, que possui 60 metros quadrados de área expositiva, é equipada com experiências científicas interativas e oficinas educativas gratuitas, e começou sua jornada pelo interior paulista em setembro de 2025.
Com início das atividades às 8h30 da segunda-feira, o Museu Catavento espera impactar cerca de 10 mil pessoas mensalmente ao longo de seu percurso, que inclui 39 cidades até março de 2026. O cronograma é uma oportunidade única para moradores de localidades com menor oferta cultural conhecerem de perto os encantos da ciência.
A estrutura da carreta, quando fechada, mede 20 metros de comprimento, mas se expande para oferecer uma área generosa de 60 metros quadrados. O projeto é uma adaptação que proporciona uma experiência completa, reunindo os principais elementos de exposições permanentes do Museu, focando em temas como física, química, biologia, geografia e história. O objetivo principal é despertar a curiosidade e promover a divulgação científica entre o público.
Segundo Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, “o CultSP na Estrada representa um avanço decisivo na política cultural do estado, permitindo que iniciativas como a Carreta do Museu Catavento cheguem a populações que, muitas vezes, têm pouco acesso a atividades científicas e culturais”. Ela complementa que a proposta busca articular as especificidades de cada comunidade, promovendo um acesso mais abrangente e transformador à cultura.
Vivências Interativas e Educação
O circuito interno da carreta é projetado para durar cerca de 25 minutos, podendo acomodar até 20 pessoas por sessão. Durante as visitas, cada grupo receberá a orientação de quatro educadores treinados, que atuarão como mediadores das experiências. Dentre os destaques estão o Gerador de Van de Graaf, que produz uma eletricidade estática capaz de deixar os cabelos em pé, e uma bicicleta ergométrica que gera energia. Outros atrativos incluem uma maquete do núcleo da Terra e monitores que simulam o canto de diversas aves brasileiras.
A carreta é acessível a todos e funcionará de segunda a domingo, conforme a programação estabelecida por cada município. Além de espontâneos, grupos de estudantes de escolas públicas e privadas, universidades e ONGs também são parte do público-alvo.
Entre as atividades, os visitantes poderão interagir com uma série de equipamentos que fazem parte das seções permanentes do Museu, como um aparelho que simula o movimento de uma bailarina e um experimento sobre a polaridade de moléculas utilizando água e óleo. Estas experiências visam aprofundar o entendimento sobre temas como o universo, a vida na terra e as grandes descobertas da humanidade.
Um Compromisso com a Cultura
Para garantir a cobertura em todo o estado, foram estruturados sete polos de acordo com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo. As localidades incluem São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Franca e Ribeirão Preto, entre outros. A carreta inicia seu percurso pela sede do Museu Catavento, localizada no Polo 6, passando por diversas cidades ao longo dos sete polos.
O cronograma de visitação está sujeito a ajustes e adaptações conforme necessário, o que demonstra a flexibilidade e a disposição da equipe do Museu em atender as demandas das comunidades. Além da exposição, a equipe busca parcerias com instituições locais para potencializar a experiência cultural e educacional, posicionando a carreta próxima a prefeituras, bibliotecas e centros culturais.
“Este projeto é uma chance para que a comunidade do interior e do litoral possa se envolver com a ciência de uma forma completamente nova”, afirma Jacques Kahn, diretor executivo da Organização Social Catavento. Ele ressalta a importância de levar a cultura a novas regiões e democratizar o acesso ao conhecimento científico.

