Aumento nos Preços da cesta básica em Ribeirão Preto
Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) apontou que o custo médio da cesta básica na cidade alcançou R$ 792,05 em abril de 2026, refletindo um aumento de 5,98% em comparação ao mês anterior. O levantamento, conduzido pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), foi realizado no dia 15 de abril e revela um cenário preocupante para os consumidores locais.
Entre os itens que mais impactaram a alta estão o tomate italiano, que subiu impressionantes 25,48%, o leite de caixinha com 18,89% de aumento e o feijão carioca, que registrou uma elevação de 11,56%. O aumento do preço do tomate é atribuído à diminuição da oferta no mercado atacadista, resultado de uma maturação e colheita antecipadas que afetaram o volume disponível.
No que diz respeito ao leite, a situação reflete a menor oferta no campo, relacionada à sazonalidade da produção e à cautela dos produtores em investir. Essa combinação de fatores, junto ao aumento dos custos de produção, resultou na manutenção dos preços tanto da matéria-prima quanto de seus derivados. O feijão carioca, por sua vez, sofreu uma alta em função de uma safra menor e estoques reduzidos, com o clima adverso também dificultando a colheita.
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Em contrapartida, dois itens apresentaram queda nos preços: o açúcar cristal, que teve uma redução de 4,59%, e a banana nanica, que ficou 2,57% mais barata. Essas diminuições, embora positivas, não foram suficientes para conter um aumento ainda maior nos preços da cesta básica neste mês.
Impacto no Orçamento Familiar
As carnes continuam sendo a maior parte do orçamento alimentar, representando 45,33% do gasto total com a cesta. Na sequência, destacam-se frutas e legumes com 23,56%, farináceos com 18,11%, laticínios com 6,43%, leguminosas com 3,97%, cereais com 1,74% e óleos com 0,86%. Essa composição demonstra a necessidade de um planejamento cuidadoso por parte das famílias, que enfrentam um cenário de inflação crescente.
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Em termos de poder de compra, o salário-mínimo bruto atual é de R$ 1.621,00, mas, descontados 7,50% referentes à Previdência Social, o valor líquido fica em aproximadamente R$ 1.499,43. Sob essas condições, um trabalhador comprometeu em abril cerca de 52,82% da renda mensal apenas com a compra de alimentos essenciais, o que corresponde a 116,21 horas trabalhadas. O aumento de 6,56 horas em relação ao mês anterior contribui para a diminuição do poder de compra.
Desigualdade nos Preços Entre Regiões
Além disso, a análise regional revelou diferenças significativas nos preços da cesta básica em Ribeirão Preto. A região Central apresenta a cesta mais cara, com um custo médio de R$ 896,35 e uma variação de +13,43% em abril. Por outro lado, a região Oeste teve o menor custo médio, a R$ 709,11, com uma redução de -0,80%. Nas demais áreas, as variações foram de +4,48% na região Norte (R$ 743,35), +8,85% na Leste (R$ 813,91) e +4,25% na Sul (R$ 814,82), evidenciando a disparidade nos preços dos alimentos na cidade.
Metodologia da Pesquisa
A coleta de dados foi realizada em padarias e supermercados de todas as regiões de Ribeirão Preto, considerando os itens da cesta básica conforme o Decreto-Lei nº 399/1938. A composição dos grupos alimentares segue as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e considera os hábitos de consumo identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), visando enquadramento conceitual adequado.
O Instituto de Economia da Acirp, fundado em 1954, tem como objetivo reunir e divulgar estatísticas relevantes para o município e a região, contribuindo assim para uma melhor compreensão do cenário econômico local.

