Produção de eucalipto impulsiona renda e empregos no interior paulista
O cultivo de eucalipto em São Paulo teve um aumento de 14% no último ciclo produtivo, consolidando-se como um dos pilares da economia rural do estado. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), o Valor da Produção Agropecuária (VPA) da cadeia produtiva atingiu R$ 2,9 bilhões, superando os resultados anteriores. Este crescimento reflete diretamente no aumento da renda dos agricultores e na geração de empregos em diversas regiões do interior paulista.
São Paulo lidera a silvicultura nacional e abastece a indústria
Com mais de 1 milhão de hectares dedicados ao plantio, o eucalipto representa 77% da área de florestas cultivadas no estado. São Paulo é o terceiro maior produtor do país, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com uma colheita que chegou a 23,9 milhões de metros cúbicos. A madeira de eucalipto é essencial para setores como papel e celulose, geração de energia por biomassa, carvão vegetal, além da indústria moveleira, construção civil e produção de óleos essenciais. A rápida renovação dessa cultura mantém essas cadeias produtivas ativas e competitivas.
Fernanda Abilio, presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, destaca a força do setor no estado. Segundo ela, o crescimento do VPA reforça a competitividade do segmento, que agrega valor, gera empregos e oferece matéria-prima renovável para diversas indústrias, consolidando São Paulo como um polo estratégico em produtividade e logística.
Exportações fortalecem a balança comercial paulista
A silvicultura paulista também contribui de forma significativa para as exportações do agronegócio local. Os produtos florestais configuram o terceiro maior grupo exportado do estado, ficando atrás apenas do complexo sucroalcooleiro e do setor de carnes. Em abril de 2026, as exportações desse segmento somaram US$ 1,14 bilhão, o que corresponde a 13,6% do total das exportações agrícolas do estado. A celulose lidera com 66,3% das vendas externas do grupo, seguida pelo papel, responsável por 27,9%.
Esses números evidenciam a integração eficiente entre campo e indústria, posicionando o eucalipto paulista com destaque em mercados internacionais exigentes e contribuindo para o equilíbrio da balança comercial estadual.
Inovação e sustentabilidade elevam produção e qualidade
O avanço do setor conta com o suporte de pesquisas realizadas pela APTA REGIONAL, que investe em sistemas de Integração Pecuária, Lavoura e Floresta (ILPF). Unidades localizadas em Brotas, Itapetininga e Tietê desenvolvem projetos que aumentam a produtividade e promovem a sustentabilidade ambiental, otimizando o uso da terra, recuperando áreas degradadas e melhorando o bem-estar animal.
Além disso, o cultivo de eucalipto contribui para o conforto térmico do rebanho Nelore, reduzindo o estresse causado pelo calor e aprimorando as condições fisiológicas dos animais. Isso resulta em maior rentabilidade para os produtores. Regiões como sudoeste, centro-oeste e Vale do Paranapanema, incluindo municípios como Agudos, Botucatu e Capão Bonito, se destacam nessa integração entre produtividade e preservação ambiental.
O crescimento do cultivo de eucalipto em São Paulo representa um impacto econômico concreto e positivo, refletido na renda rural, na geração de empregos e na atividade industrial. Esse setor reforça o protagonismo do agronegócio paulista no cenário nacional e internacional, consolidando-se como força vital para o desenvolvimento econômico regional.

