Perspectivas Críticas sobre Neoextrativismo
A América Latina, nas últimas décadas, tem observado um aumento significativo nas práticas extrativistas voltadas à exploração de recursos naturais. Essa intensificação não apenas exacerba as desigualdades sociais, mas também gera impactos profundos no meio ambiente. À medida que áreas dominadas pela mineração se consolidam, surgem também movimentos sociais que lutam pela defesa de territórios livres dessa atividade.
A mesa de debate proposta visa explorar o modelo civilizatório que se relaciona com o fenômeno do chamado neoextrativismo. Este termo é utilizado para descrever um novo padrão de exploração que, embora possa prometer desenvolvimento econômico, frequentemente resulta em consequências negativas para as populações locais e seus territórios. As discussões focarão nas lutas sociais que emergem no Brasil para garantir a proteção de áreas livres de mineração, buscando reunir vozes e perspectivas críticas sobre as interseções entre desenvolvimento, meio ambiente e justiça social.
Este evento é parte da 8ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária e da 1ª Jornada pela Soberania Popular na Mineração no Brasil, um esforço conjunto entre o Sesc Franca e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) da Unesp em Franca. Essa parceria reflete a importância do diálogo entre academia e movimentos sociais na construção de alternativas sustentáveis e justas.
Sobre as Palestrantes
Raquel Santos Sant’Ana é uma das especialistas participantes da mesa. Com doutorado e livre-docência em Serviço Social, ela é professora adjunta na FCHS da Unesp e co-coordenadora do Núcleo Agrário Terra e Raiz (NATRA). Este grupo interdisciplinar de extensão universitária colabora ativamente com movimentos sociais na região de Franca e Ribeirão Preto, atuando em temas como a questão agrária e a segurança alimentar.
Andréa Luisa Zhouri Laschefski, outra voz influente no debate, possui uma sólida formação acadêmica, incluindo graduação em Ciências Sociais pela UFMG e doutorado em Sociologia pela Universidade de Essex, na Inglaterra. Aposentada da UFMG, Andréa foi pioneira na introdução de linhas de pesquisa sobre Meio Ambiente e Sociedade e coordenou diversas iniciativas voltadas para a discussão de conflitos socioambientais e a justiça ambiental.
Ambas as especialistas trazem um vasto conhecimento e experiência, essenciais para o entendimento das dinâmicas extrativistas e suas repercussões nas lutas sociais por justiça e direitos territoriais, enriquecendo o debate e ampliando a consciência sobre a urgência dessas questões no contexto atual.

