Festival destaca a produção artesanal e a cultura caipira
Entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026, Ribeirão Preto será palco da primeira edição do festival da cachaça, uma iniciativa que visa valorizar a bebida típica do Brasil e fortalecer os produtores artesanais da região. O evento acontece no Centro de Excelência de Cana-de-Açúcar e Bioenergia do Senar-SP, na Avenida Brasil, nº 2.000, e promete reunir mais de 50 expositores ligados à cachaça, ao café, à gastronomia e à cultura local.
O festival vai além das tradicionais degustações e vendas de produtos, incluindo uma programação cultural que contempla música caipira, apresentações artísticas, pratos regionais, workshops e atividades para o público infantil. Essa diversidade reforça o objetivo de aproximar os visitantes das cadeias produtivas da cana-de-açúcar e do café, pilares históricos e econômicos da região.
Produção artesanal em destaque com mais de 30 produtores
Mais de 30 produtores de cachaça artesanal de diferentes regiões do país confirmaram presença. Todos os produtos exibidos possuem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), garantindo qualidade e procedência. O público poderá explorar estilos variados, técnicas de produção e envelhecimento, além de conhecer as características sensoriais que diferenciam cada rótulo.
Além de experimentar drinques preparados especialmente para o evento, os visitantes terão a opção de adquirir cachaças engarrafadas para levar para casa. Para Anderson Silva, um dos organizadores, o festival representa a conexão da bebida com a vocação agrícola da região. “Ribeirão Preto é reconhecida mundialmente pela produção de cana-de-açúcar. Receber um festival da cachaça é a materialização desse vínculo com a nossa terra roxa”, explica.
Outro organizador e produtor artesanal, Norberto Carvalheiro, destaca a importância do evento como uma vitrine para as marcas locais. “Os produtores artesanais têm poucas oportunidades na região para apresentar seus produtos. Muitas cachaças de qualidade são produzidas aqui, mas os grandes festivais costumam acontecer em outras cidades ou estados”, observa.
Espaço para negócios, capacitação e intercâmbio de saberes
O Festival da Cachaça também tem como meta fomentar negócios e promover troca de conhecimentos entre os envolvidos na cadeia produtiva, incluindo consumidores, especialistas e empresas do setor. Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar-SP, ressalta que sediar o evento no Centro de Excelência reforça o compromisso com o fortalecimento da produção artesanal.
“Unir as tradições da cana e do café em Ribeirão Preto é celebrar a excelência do agro paulista, criando oportunidades, agregando valor e gerando orgulho para nossa gente”, afirma Meirelles.
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Alta Mogiana traz cafés especiais para o Festival
Paralelamente, o Encontro do Café Especial de Ribeirão Preto integra a programação, promovido por produtores da Alta Mogiana Specialty Coffees (AMSC) com apoio do Sebrae-SP. Cerca de 30 produtores participam oferecendo degustações, capacitações e experiências sensoriais para o público.
Entre as atividades estão workshops sobre torra e seus efeitos nos aromas, preparo da água, técnicas de filtro Origami e métodos de extração como V60, prensa francesa e Aeropress. Também serão discutidos temas como sustentabilidade, origem e empreendedorismo no setor cafeeiro.
Paulo Eduardo Stábile Arruda, gerente regional do Sebrae-SP em Ribeirão Preto, destaca que o evento cria conexões importantes entre produtores, marcas e consumidores. “Será uma oportunidade para compartilhar conhecimentos e proporcionar experiências sensoriais únicas”, comenta.
Fortalecimento do ecossistema dos cafés especiais
João Paulo Arciprete, consultor de agronegócios do Sebrae-SP em Franca, explica que a programação integra diferentes elos do setor, desde a produção no campo até as marcas e torrefações. Segundo ele, esse fortalecimento pode ampliar vendas, qualificar consumidores e impulsionar o turismo ligado ao café na região.
Martha Grill, gestora da Associação de Cafés Especiais da Alta Mogiana, avalia que participar do evento é estratégico para reforçar a identidade territorial da produção. Com 23 municípios envolvidos, a região tem destaque no interior paulista e funciona como vitrine para o agronegócio nacional.
A integração das cadeias da cachaça e do café também poderá ser vista nos cardápios, com drinques que combinam as duas bebidas, ampliando a experiência cultural e gastronômica do festival.
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Fonte: reportersorocaba.com.br
Gastronomia típica e atrações culturais para toda a família
A programação gastronômica resgata sabores tradicionais do interior com pratos como carne de sol, rabada, carne no disco de arado, arroz de costela, torresmo de rolo, linguiça de Dumont, mandioca, polenta frita e variados bolinhos. O público ainda poderá acompanhar apresentações de catira, berranteiros, bandas e grupos de música caipira.
Para as crianças, o festival oferece brinquedos e atividades recreativas, reforçando o caráter familiar do evento. A iniciativa conta com o apoio da Secretaria da Cultura e Turismo de Ribeirão Preto e do Museu da Cana – Instituto Cultural Engenho Central, em Pontal.
Data do evento celebra o Dia Nacional da Cachaça
O encerramento do festival em 13 de setembro coincide com o Dia Nacional da Cachaça, instituído pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) em 2009. A data remete à história da bebida e à resistência dos produtores durante o período colonial, consolidando a cachaça como elemento cultural e econômico do Brasil.
Produzida a partir do caldo fermentado e destilado da cana-de-açúcar, a cachaça está ligada às tradições dos engenhos e à formação de uma cadeia produtiva com variados métodos de fabricação e envelhecimento.
Cachaça: produto brasileiro com identidade exclusiva
Reconhecida pela legislação brasileira como indicação geográfica exclusiva, a cachaça é protegida como produto típico do Brasil. Esse status diferencia nacionalmente a bebida de outros destilados de cana e fortalece seu potencial no mercado internacional.
O 1º Festival da Cachaça de Ribeirão Preto reúne produção artesanal, cafés especiais, gastronomia e cultura para transformar uma tradição centenária em oportunidades concretas de negócios, turismo e valorização do agronegócio paulista.

