Impacto Econômico Direto do GP de Interlagos
O Grande Prêmio de São Paulo de fórmula 1, realizado em Interlagos neste domingo (8), gera um efeito econômico significativo para a cidade. A organização do evento projeta um impacto de R$ 2,5 bilhões na economia local, superando os R$ 2,3 bilhões registrados em 2025. Apesar da previsão de chuva para a corrida, a popularidade do esporte mantém o crescimento da movimentação econômica nas cidades que recebem a prova.
Os ingressos para o evento, que podem ultrapassar R$ 20 mil em experiências premium para os três dias, já estão esgotados. Esse movimento não se limita às arquibancadas, estendendo-se para setores como hotelaria, transporte e comércio.
Turismo e Ocupação Hoteleira em Alta
Com a expectativa de receber mais de 300 mil visitantes durante o final de semana, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP) informa que os hotéis das regiões mais procuradas estão com cerca de 95% da ocupação confirmada. A previsão é que a lotação seja praticamente total até a manhã da corrida. Em 2025, a Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou que três quartos do público vieram de outras cidades, reforçando o impacto do turismo na capital.
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Dados da Embratur mostram que, entre 4 e 11 de novembro de 2026, houve 14.933 reservas aéreas internacionais com destino a São Paulo, um aumento de 1,15% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A Argentina lidera em número de reservas, com 3.685 turistas e um gasto médio de US$ 691 por visitante. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 2.237 reservas e gasto médio de US$ 1.742,30. O México apresentou crescimento expressivo, passando de 383 reservas em 2025 para 593 em 2026, avanço de 54,83%, com gasto médio de US$ 1.775,90 por turista.
Retorno Econômico e Geração de Empregos
O Índice de Alavancagem Econômica calculado pela FGV, com base no evento de 2025, revela que cada real investido na organização e infraestrutura do GP gerou R$ 7,14 na economia local. Isso demonstra a eficiência do investimento público e privado na realização da corrida.
Em termos de emprego, a Prefeitura de São Paulo abriu mais de 2,7 mil vagas temporárias para funções como vigilância, limpeza, controle de acesso e atendimento, oferecendo diárias entre R$ 110 e R$ 250. O prefeito Ricardo Nunes estimou que o evento gera cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos. Em 2025, o GP registrou 23,7 mil postos de trabalho, crescimento de 17,3% sobre 2024 e de aproximadamente 160% em relação a 2021.
Garantia para o Futuro e Novos Investimentos
O impacto financeiro do GP também assegurou a continuidade da prova em São Paulo. Neste sábado (7), durante o final de semana da corrida, o prefeito Ricardo Nunes, o presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e o CEO do GP de São Paulo, Alan Adler, anunciaram a renovação antecipada do contrato que mantém o evento em Interlagos até 2035. O acordo anterior, firmado em 2023, valia até 2030. A extensão garante a permanência da Fórmula 1 na cidade por mais cinco anos, abrindo espaço para novos investimentos no autódromo e consolidando o fluxo de turistas, empregos e receita para a capital paulista por mais uma década.

