Expansão da Rede Federal de Educação
O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta terça-feira, 24 de março, a autorização para o funcionamento de 38 novos campi que fazem parte do plano do Governo do Brasil para a criação de mais de 100 Institutos Federais (IFs), utilizando recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O comunicado foi feito pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante uma reunião com líderes do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).
Na ocasião, o ministro também destacou um repasse de R$ 120 milhões voltados para a alimentação estudantil na Rede Federal, além de um orçamento já aprovado para 2026. O MEC destinará ainda R$ 50 milhões para a compra de equipamentos e R$ 30 milhões para o desenvolvimento de projetos de extensão.
“Estamos destinando R$ 120 milhões a mais para os restaurantes estudantis, porque não adianta apenas construir o restaurante se não houver recursos para garantir a alimentação. No total, vamos investir R$ 200 milhões, utilizando recursos próprios do MEC, para fortalecer a Rede Federal. Essa é uma das boas notícias que quero compartilhar hoje”, afirmou Camilo Santana, em sua fala durante o encontro.
Novos Credenciamentos e Recursos para Educação
Durante o evento, o MEC e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) também credenciaram três novos institutos federais como unidades Embrapii: o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e o Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), com um investimento de R$ 9 milhões.
A autorização para os novos campi foca na interiorização da oferta de educação profissional e tecnológica (EPT). A análise técnica do MEC verificou que as novas unidades possuem condições adequadas de infraestrutura, organização administrativa e capacidade acadêmica para iniciar as atividades.
Os novos campi foram autorizados nos seguintes estados: Tartarugalzinho (AP); Remanso, Ribeira do Pombal, Ruy Barbosa, Santo Estêvão e Poções (BA); Quirinópolis e Porangatu (GO); Colinas (MA); Bom Despacho e João Monlevade (MG); Minas Novas (MG); Itajubá (MG); Sete Lagoas (MG); Colniza (MT); Goiana (PE); Altos, Barras e Esperantina (PI); Rio de Janeiro – Cidade de Deus e Complexo do Alemão (RJ); São Miguel, Touros e Umarizal (RN); São Luiz Gonzaga, Porto Alegre – Zona Norte e São Leopoldo (RS); Cotia, Diadema, Guarujá, Mauá, Osasco, Ribeirão Preto, Santos, São Paulo – Cidade Tiradentes, São Paulo – Jardim Ângela e São Vicente (SP); e Tocantinópolis (TO).
Cada campus foi classificado de acordo com a tipologia, levando em consideração critérios técnicos, especialmente o porte populacional das regiões atendidas. Campi com 70 professores e 45 técnicos administrativos são destinados a áreas com maior densidade populacional, com capacidade para atender até 1.400 alunos. Já as unidades de tipologia 40/26 são voltadas para municípios menores, com capacidade para 800 estudantes. Essa distribuição busca assegurar uma oferta educacional que atenda às necessidades regionais.
Impacto e Futuro da Educação Federal
A autorização de funcionamento dos novos campi representa uma etapa significativa na política de expansão dos Institutos Federais. É o momento em que a infraestrutura implantada se transforma em uma oferta concreta de vagas para a população. Com a inserção das 38 novas unidades, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica passa a contar agora com 724 unidades em todo o país. A partir dos próximos exercícios orçamentários, os novos campi serão integrados à matriz de financiamento das instituições.
Além disso, os R$ 120 milhões destinados à alimentação estudantil nos IFs fazem parte da Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnae), com o objetivo de promover melhores condições de permanência e sucesso acadêmico, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Essa ação busca reduzir a evasão escolar e garantir a equidade no acesso à educação pública de qualidade.
Na mesma data, em reunião com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Camilo Santana anunciou o credenciamento de dois novos campi que também fazem parte do plano de expansão da rede federal de educação superior, com recursos do Novo PAC. Um deles será em Nazaré (BA), vinculado à Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), e o outro em Conceição do Mato Dentro (MG), ligado à Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
O ministro também anunciou um repasse adicional de R$ 400 milhões para universidades federais em todo o Brasil, sendo R$ 150 milhões para a modernização de laboratórios, R$ 160 milhões para assistência estudantil, R$ 70 milhões para ações de extensão universitária e R$ 20 milhões para a criação de espaços de cuidado para filhos de estudantes universitários.

