Clientes Enfrentam Prejuízos com Fábrica de Móveis Planejados
Em uma série de relatos preocupantes, clientes da fábrica de móveis planejados Planearte, localizada em Ribeirão Preto, SP, têm expressado sua insatisfação e frustração devido à não entrega de projetos que já haviam sido pagos. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, os consumidores afirmam que tentaram, sem sucesso, estabelecer contato com os responsáveis pela empresa, que, segundo eles, está com as atividades paralisadas. O empresário Douglas Santos, um dos afetados, narrou que visitou as instalações da fábrica e não encontrou ninguém. ‘Eu fui na fábrica, não tinha mais funcionário, não tinha nada. O showroom deles, eles tiraram a fachada e fecharam’, comentou Santos, que havia contratado um projeto avaliado em R$ 108 mil, dos quais R$ 42 mil já tinham sido pagos, enquanto o restante está sendo pago em parcelas no cartão de crédito.
A situação da Planearte chamou a atenção de muitos, especialmente quando a reportagem tentou entrar em contato com os responsáveis, tanto por telefone quanto pessoalmente, sem obter retorno até a última atualização das informações. Nas redes sociais, a empresa, que possui quase 20 mil seguidores, afirma ter mais de 15 anos de atuação no mercado e destaca a entrega de mais de cinco mil projetos na região, além de oferecer garantia de dez anos para seus móveis.
A Falta de Contato e Riscos Legais
Adicionalmente, a reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) para comentar sobre as denúncias, mas não recebeu nenhuma resposta. Entre os relatos de clientes insatisfeitos, destaca-se o de Douglas Baccan, que calcula ter perdido aproximadamente R$ 58 mil devido à não entrega de móveis que deveriam ter sido entregues em março deste ano. Baccan tentou entrar em contato diretamente com o proprietário da empresa, Fernando Barbosa, mas a comunicação não foi bem-sucedida. ‘Ele se ofendeu por eu ter pedido para o meu advogado entrar em contato com ele. Ele alegou que isso era um absurdo e que nunca tinha recebido um processo na vida’, disse Baccan.
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Após essas tentativas frustradas, Baccan decidiu buscar a Justiça, mas se encontra em um dilema: ‘Não sei o que fazer com todas as minhas roupas e objetos, que estão guardados em caixas e sacolas’, lamentou. O impacto emocional da situação é significativo: ‘O emocional da gente fica abalado. Me sinto lesado e, financeiramente, é um grande prejuízo’, declarou.
Situação na Fábrica e Alternativas para os Clientes
Na última quarta-feira, o empresário Douglas Santos visitou a fábrica e registrou em vídeo a situação do local, que aparenta estar completamente desativado. Ele afirmou que a entrada foi autorizada por uma funcionária que não soube dar informações sobre o dono da empresa. ‘Não tinha nada, tiraram o maquinário, TVs, geladeira e até a fiação elétrica. Estava sem luz’, descreveu Santos. O local ainda abrigava móveis inacabados e outros clientes que também estavam buscando esclarecimentos sobre o que havia ocorrido.
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Santos relatou que, após a visita, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e enviou uma notificação extrajudicial ao proprietário. Contudo, ele ainda se encontra na incerteza sobre como reverter os prejuízos financeiros. ‘O que a gente quer é o ressarcimento do valor que já paguei. Estou tentando contestar no banco para ver o que eles vão decidir’, concluiu.
A situação da Planearte reflete uma preocupação crescente entre consumidores que buscam serviços de qualidade e enfrentam desafios diante de empresas que não honram seus compromissos.

