Experiência sensorial e coletiva sobre a pandemia
A exposição “A Infinita Memória da Pandemia: a história da Covid-19 por todos nós, brasileiros” será inaugurada nesta terça-feira (7), às 17h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), ficando aberta ao público até 9 de agosto. Com entrada gratuita, a mostra reúne dez estações imersivas que transformam registros digitais em uma experiência sensorial e coletiva, promovendo reflexão sobre a pandemia pelo olhar dos brasileiros.
Importância da memória para a saúde pública
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que “a memória é muito importante porque ela é pedagógica. Ela permite recuperar os aprendizados, entender o que poderia ter sido feito e nos preparar para as próximas pandemias”. A exposição foi desenvolvida a partir do acervo do Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, uma iniciativa colaborativa que reúne registros das experiências vividas pela população durante esse período.
Abordagem multimídia e inclusiva
O percurso expositivo adota uma abordagem multimídia e interativa, com relatos, fotografias, vídeos, cartazes, diários, mensagens e testemunhos de diversas regiões, culturas e realidades do país. Temas como isolamento social, luto, ciência, desinformação, solidariedade e memória coletiva são explorados. A programação também inclui atividades educativas e mediação cultural para grupos escolares e público geral. Para ampliar a acessibilidade, a mediação será realizada em Libras no período da tarde, das 15h30 às 20h.
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Itinerância e integração no acervo do Ministério da Saúde
Concebida em formato modular e itinerante, a exposição seguirá para Fortaleza, Manaus e Porto Alegre após sua temporada em São Paulo. Posteriormente, será incorporada ao acervo permanente do Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro, reforçando o compromisso com a preservação da memória da pandemia.
Oportunidade para pesquisa e inovação no SUS
Além da exposição, o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram uma chamada pública para financiar pesquisas avaliativas que apoiem a qualificação de políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS). O investimento de R$ 1,7 milhão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) tem como objetivo gerar evidências técnico-científicas e estratégias para orientar decisões dos gestores do SUS.
Pesquisadores com doutorado e vínculo formal com uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), além de pesquisadores aposentados com anuência institucional, podem submeter propostas até 29 de julho de 2026. São aceitas pesquisas em 11 linhas temáticas, incluindo vigilância em saúde, saúde do trabalhador, inovação em equipamentos, morbimortalidade por acidentes, saúde da mulher, dos homens e das crianças, transplantes, atenção domiciliar e imunização. Os projetos selecionados terão prazo de 12 meses para execução.

