Ronaldo Fenômeno questiona escolhas de Ancelotti na Copa 2026
A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo de 2026 segue gerando debates acalorados. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final no último domingo (5), quem opinou sobre as decisões do técnico Carlo Ancelotti foi Ronaldo Nazário, ícone do futebol nacional e mundial.
Bicampeão mundial e protagonista da conquista brasileira em 2002, Ronaldo é referência quando o assunto é pressão e desempenho da Seleção em Mundiais. Seu nome voltou a ser citado em diversas publicações internacionais relacionadas à derrota brasileira, especialmente envolvendo uma suposta crítica às estratégias adotadas por Ancelotti durante o torneio.
Negativa de Ronaldo sobre críticas a Ancelotti
Apesar da repercussão, Ronaldo negou ter feito qualquer entrevista ou comentário após o confronto. O jornal espanhol AS foi um dos veículos que publicou declarações atribuídas ao ex-atacante, nas quais ele apontaria erros cometidos pelo treinador. Uma das frases atribuídas dizia: “Essa eliminação começa com as decisões tomadas no banco de reservas. Carlo Ancelotti é um dos melhores técnicos da história do futebol, mas hoje ele cometeu muitos erros”.
No entanto, horas depois, Ronaldo usou sua conta no X (antigo Twitter) para desmentir essas informações, classificando-as como “fake news”. “Oi, pessoal! Apenas para esclarecer que ontem, após o jogo do Brasil, não dei nenhuma entrevista nem conversei com veículo algum. Qualquer declaração circulando na imprensa não passa de fake news”, afirmou.
Ancelotti avalia a derrota e destaca atuação de Haaland
Do lado de Carlo Ancelotti, a análise da eliminação foi diferente. O treinador afirmou que a Seleção merecia avançar e que a derrota representa o início de um novo ciclo. “Acho que também o jogo de hoje merecia ganhar o jogo e quando passa um momento assim tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias, não é um fim, é o início de um novo ciclo esta derrota”, comentou.
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O técnico ainda ressaltou o papel decisivo do atacante norueguês Erling Haaland, responsável pelos dois gols que classificaram a Noruega. “Sabíamos que eles podiam jogar nesse estilo […] nós durante 70 minutos o jogo estava sob controle, mas o Haaland acabou decidindo”, acrescentou Ancelotti.
Decisões no ataque e polêmica com João Pedro e Endrick
Na análise pós-jogo, a ausência do atacante João Pedro na convocação e a utilização de Endrick durante a competição também foram temas de discussão. A comissão técnica explicou as mudanças como tentativas de dar mais profundidade ofensiva à equipe. “Teve oportunidade um ou dois minutos depois. Para ter qualidade no último terço, colocamos Neymar e na direita, Endrick”, justificou Ancelotti.
Apesar das alterações, o desempenho ofensivo não surtiu o efeito esperado. Endrick perdeu uma chance clara de gol no segundo tempo, enquanto Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti ainda na etapa inicial. Haaland, por sua vez, foi decisivo na partida.
Ancelotti esclarece escolha do cobrador de pênalti
Sobre a escolha do cobrador de pênalti, Ancelotti explicou que a decisão foi baseada em uma análise estatística da comissão técnica, considerando o desempenho dos jogadores durante o último ano. “Porque fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli”, afirmou.
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Com Neymar, Igor Thiago e Raphinha fora do jogo, Bruno Guimarães assumiu a cobrança, mas não conseguiu converter, parando na defesa do goleiro Nyland.
Vinicius Jr. também alvo de análises pós-eliminação
Outra figura que entrou na discussão após a derrota foi Vinicius Jr., cujo desempenho na Copa foi alvo de avaliações na imprensa. Essas análises, entretanto, fazem parte do conjunto de declarações que Ronaldo desmentiu posteriormente.
Legado de Ronaldo nas Copas do Mundo
Ronaldo Nazário marcou época nas Copas do Mundo. Participou de quatro edições, conquistou os títulos de 1994 e 2002, foi artilheiro do Mundial da Coreia do Sul e Japão com oito gols e anotou dois gols na final contra a Alemanha, que garantiram o pentacampeonato brasileiro. Durante anos, também foi o maior goleador da história das Copas, com 15 gols.
Com a eliminação na Copa 2026, o Brasil volta a ser eliminado antes das quartas de final pela primeira vez desde 1990, ampliando para 28 anos o jejum sem conquistar a taça mais importante do futebol mundial.

