FIFA reforça presença do VAR nos estádios das semifinais
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou uma importante mudança na aplicação da tecnologia de assistência ao árbitro por vídeo (VAR) antes das semifinais da Copa do Mundo de 2026. A medida surge após críticas intensas ao desempenho dos árbitros nas fases eliminatórias, com o objetivo de aprimorar a precisão e a agilidade das decisões durante os jogos.
Segundo informações do jornal britânico “Mirror”, a FIFA decidiu posicionar as equipes responsáveis pelo VAR diretamente nos estádios onde ocorrerão as partidas das semifinais, abandonando o modelo anterior em que as revisões eram realizadas a partir do centro de operações central em Dallas. Essa mudança permite maior proximidade dos árbitros de vídeo com o ambiente da partida, facilitando a comunicação e a revisão de lances controversos.
Contexto das polêmicas e impacto na arbitragem
O novo posicionamento das equipes de VAR acontece em um momento delicado, marcado por decisões contestadas nas fases anteriores do torneio. Um dos episódios mais discutidos foi a anulação do gol do Egito contra a Argentina nas oitavas de final, quando os árbitros consideraram falta de Lisandro Martínez no início do lance, gerando protestos da delegação egípcia.
Outra situação que chamou a atenção ocorreu no confronto entre Inglaterra e Noruega, quando um pênalti a favor da seleção inglesa foi anulado após reclamações dos jogadores sobre um contato dentro da área. Essas decisões reacenderam debates sobre a eficiência do VAR e a necessidade de ajustes no sistema.
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Até as quartas de final, a equipe de árbitros de vídeo atuava exclusivamente a partir do Centro Internacional de Transmissão em Dallas, independentemente do local da partida. Com a nova estratégia, duas equipes estão atualmente posicionadas nos estádios de Dallas e Atlanta, responsáveis pelos jogos entre França e Espanha e entre Inglaterra e Argentina, respectivamente.
Objetivos e desafios da nova abordagem da FIFA
A presença dos árbitros de vídeo nos estádios busca garantir uma resposta imediata a falhas técnicas ou problemas de comunicação que possam prejudicar o andamento da partida. Assim, as imagens são revisadas localmente, garantindo que o árbitro de campo receba as informações necessárias sem atrasos.
Dan Hunt, proprietário do clube Dallas e membro do Comitê Organizador da Copa do Mundo, comentou: “Essas partidas são repletas de momentos emocionantes, e é difícil para apenas quatro árbitros controlar tudo que ocorre no campo, especialmente devido à dimensão do estádio.” Ele também expressou otimismo sobre a novidade, embora destaque que o funcionamento da comunicação entre árbitros ainda está em fase de testes.
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Arbitragem nas semifinais e escalação dos profissionais
Para a partida entre França e Espanha, a FIFA escalou o árbitro salvadorenho Iván Barton, que será auxiliado por David Morán, também de El Salvador, e Antonio Bobero, da Nicarágua. Essa equipe já trabalhou junta em três partidas anteriores do torneio, garantindo entrosamento e experiência.
Na função de árbitro de vídeo principal, o polonês Tomasz Kwiatkowski assume o comando, trazendo sua vasta experiência, especialmente após ter liderado a sala de vídeo na final da Copa do Mundo de 2022 entre França e Argentina. Ele contará com o suporte do holandês Dennis Hegler e do mexicano Guillermo Pacheco.
Barton ganhou destaque no torneio ao ser o primeiro árbitro a aplicar um cartão vermelho por obscuridade de boca, expulsando Miguel Almirón na partida entre Paraguai e Turquia. Mesmo com um jogador a menos, o Paraguai venceu por 1 a 0, e Almirón posteriormente pediu desculpas pelo incidente.

