Premiação na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Na última quinta-feira (29), o Teatro Cultura Artística recebeu a cerimônia que revelou os vencedores da 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O evento evidenciou a diversidade e a qualidade do cinema contemporâneo, premiando produções tanto brasileiras quanto estrangeiras. As escolhas envolveram o júri oficial, o público presente e a crítica especializada, reforçando o panorama plural da mostra.
Destaques entre ficção, documentários e direção
Entre os premiados, o filme colombiano Cinco Anos, Quatro Meses, dirigido por Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio, conquistou o prêmio de Melhor Ficção na Competição Novos Diretores. A direção de Chicas Tristes, obra de Fernanda Tovar, foi reconhecida com o prêmio de Melhor Direção pelo júri oficial, que também concedeu a esse mesmo filme o Prêmio da Crítica de Melhor Filme Internacional.
O júri oficial contou com cineastas internacionais como Boots Riley (Estados Unidos), Ali Asgari (Irã), Cesar Augusto Acevedo (Colômbia) e Laís Bodanzky (Brasil). Eles também destacaram produções documentais, premiando O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada, como Melhor Documentário.
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Reconhecimento do público e da crítica reforça pluralidade
O público teve papel fundamental na escolha dos destaques, premiando produções brasileiras como Fernanda, de Pedro Waddington, eleito Melhor Documentário Brasileiro. O prêmio de Melhor Filme de Ficção Brasileiro foi dividido entre Feito Pipa, de Allan Deberton, e 100 Dias, de Carlos Saldanha. Internacionalmente, o público elegeu O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi, como Melhor Filme de Ficção.
Na avaliação da crítica especializada, Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, foi escolhido como Melhor Filme Brasileiro. O filme Chicas Tristes reafirmou sua importância ao conquistar também o prêmio de Melhor Filme Internacional.
Prêmios especiais valorizam trajetórias e produções técnicas
A Mostra ainda contemplou categorias especiais que reconhecem aspectos técnicos e incentivam a circulação das obras. O Prêmio Brada de Melhor Direção de Arte foi entregue a O Julgamento de Hein, de Kai Stänicke. Já o Prêmio Netflix garantiu a aquisição de Talismã, de Thais Fujinaga, pela plataforma para exibição em diversos países, reforçando o apoio a produções brasileiras que ainda não possuem contrato com serviços de streaming.
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Fonte: olhardanoticia.com.br
Outros prêmios relevantes incluem o Prêmio Paradiso, destinado a A Professora de Francês, de Ricardo Alves Jr., que oferece suporte para distribuição comercial nos cinemas, e o Prêmio Prisma Queer, que valoriza obras LGBTQIA+ nacionais e internacionais. Entre os premiados desse último destaque estão Eu Planto Minha Mão no Jardim, de Boris Hadžija e Hoda Taher (melhor filme internacional), London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli (melhor filme brasileiro), além de A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Viva Couto, que recebeu o prêmio especial do júri.
Além das premiações, a 50ª Mostra de Cinema de São Paulo prestou homenagens a profissionais que deixaram marcas importantes na história do cinema, reforçando o valor de suas contribuições para a sétima arte.

