Prefeitura de São Paulo e Operação da Frota no Segundo Turno
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), confirmou que a cidade operou com 71% da frota de ônibus no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). A Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% da frota, mas, segundo Nunes, a notificação chegou “em cima da hora”, o que inviabilizou a medida integral.
Durante coletiva na terça-feira (27), o prefeito detalhou que 8.814 veículos rodaram, de um total de 12 mil ônibus da capital paulista. A notificação judicial chegou às 13h10 e, em menos de 30 minutos, o comunicado já estava encaminhado às empresas responsáveis pela operação. “Nós recebemos a notificação do oficial de Justiça às 13h10 e, às 13h32, já havia sido despachado para que as empresas pudessem cumprir a determinação”, explicou Nunes.
Desafios na Mobilização dos Motoristas e Impactos na Circulação
O prefeito atribuiu a menor circulação à ausência de motoristas que não compareceram ao trabalho. Ele afirmou que as empresas se mobilizaram rapidamente para convocar os profissionais, mas o curto prazo, entre sábado e domingo à meia-noite, limitou o alcance total da medida. “Só não foi o ônibus para a rua daquele motorista que não veio”, comentou.
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Para Nunes, o esforço das empresas para ampliar a frota diante da decisão judicial foi significativo, principalmente considerando que no primeiro turno a operação funcionou com 50% da frota e, no segundo turno, subiu para 71%. “Tentamos pôr 100%? Tentamos”, reforçou.
Contexto Jurídico e Atendimento à Demanda de Passageiros
Em resposta a questionamentos sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fevereiro, que tratava da gratuidade e da frota integral durante as eleições, o prefeito mencionou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa decisão orientava que estados e municípios disponibilizassem transporte suficiente conforme análise técnica.
Segundo Nunes, o número de passageiros transportados foi o mesmo nos dois turnos, com 3,2 milhões de usuários. Ele garantiu que a oferta de ônibus superou a demanda e que nenhum eleitor deixou de votar por falta de transporte público. “Nós tivemos uma oferta de ônibus muito maior do que a demanda. Alguém ficou sem votar por causa de ônibus? Não”, afirmou.
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Questionamentos Judiciais e Denúncias de Redução da Frota
A redução da frota no segundo turno provocou questionamentos judiciais inéditos, incluindo a prorrogação do horário de votação devido a problemas no transporte de eleitores, especialmente em São Paulo e Bahia.
Durante o domingo, passageiros relataram filas e demora, motivando ações na Justiça Eleitoral. Parlamentares do PSOL solicitaram a circulação integral da frota no estado, o que resultou em determinação judicial para 100% de operação. Na capital paulista, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou a Prefeitura de manter apenas 60% da frota, dificultando o acesso aos locais de votação.
Denúncias indicaram bairros afetados, principalmente na zona leste, como Itaim Paulista. A decisão para 100% da frota foi expedida no sábado (24) pelo juiz Tiago Ducatti Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, após ação popular do PSOL.

