Desafios da continuidade nas empresas familiares
O futuro das empresas familiares em Ribeirão Preto mobiliza líderes locais em busca de estratégias que assegurem a permanência dos negócios. Um dado relevante é do Global Family Business Report 2026, da KPMG, que entrevistou 1.927 dirigentes em 41 países. No Brasil, a participação direta da família fundadora na gestão dessas empresas deve cair de 48% para apenas 8% até 2035, sinalizando uma tendência forte de profissionalização.
Profissionalização aliada à presença familiar
Essa transformação foi tema de debate promovido pelo WTC Ribeirão Preto Business Club, com representantes do Grupo Rodonaves e da Eurobike compartilhando suas trajetórias para estruturar a sucessão e manter o negócio sólido no mercado. O Grupo Rodonaves iniciou sua reorganização interna em 2017, avançou em 2020 e recebeu o CEO Régis Tiecher em 2024.
Vera Naves, vice-presidente do Rodonaves, esclarece que profissionalizar não significa afastar a família da gestão, mas sim definir papéis claros: os proprietários mantêm o controle estratégico, enquanto a administração diária fica sob responsabilidade de profissionais capacitados. “O erro mais comum nessa transição é acreditar que ninguém poderá substituir o líder”, afirma.
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Experiência externa e formação para os herdeiros
Na Eurobike, o presidente Henry Visconde adotou a política de exigir que os filhos trabalhem em outras empresas antes de ingressar no negócio familiar. Essa vivência externa, junto à formação acadêmica, prepara os herdeiros para assumir responsabilidades. Para Henry, a sobrevivência da empresa está mais ligada ao comprometimento e preparo dos gestores do que ao simples vínculo familiar.
Ele destaca que preservar a cultura organizacional não impede a inovação, mas garante que o crescimento respeite os valores da companhia, mantendo sua identidade construída ao longo do tempo.
Impactos para o empresariado de Ribeirão Preto
Rodolfo Guimarães, CEO do WTC Ribeirão Preto Business Club, lembra que a discussão sobre governança e sucessão responde à realidade do empresariado local. Muitas empresas com 40 ou 50 anos enfrentam o desafio da passagem de comando para a próxima geração, o que exige planejamento rigoroso para evitar rupturas.
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O objetivo é assegurar que a continuidade dos negócios não dependa apenas da presença familiar, mas da profissionalização e preparo dos gestores, fortalecendo a economia regional e protegendo empregos.

