Aumento da cesta básica em Ribeirão Preto
Um estudo realizado pela Associação Comercial de Ribeirão Preto (ACIRP) aponta que a cesta básica da cidade sofreu um aumento de 6% em abril, atingindo o custo médio de R$ 792,50. Os produtos que mais contribuíram para essa alta incluem itens essenciais como tomate, leite e feijão. Este cenário alarmante gera preocupação, especialmente entre as famílias de menor renda, que lutam para equilibrar suas finanças diante da inflação e das taxas de juros elevadas.
Esse problema não se limita apenas a Ribeirão Preto. Dados recentes do Dieese revelam que as 27 capitais brasileiras apresentaram aumentos consecutivos nos preços da cesta básica, com São Paulo destacando-se como a capital onde o custo é mais elevado, girando em torno de R$ 900.
Impactos do endividamento
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Em uma entrevista à CBN Ribeirão Preto, o economista Fred Nazar comentou sobre o efeito direto do encarecimento dos alimentos no crescente endividamento das famílias. Segundo ele, muitas pessoas estão recorrendo ao crédito para cobrir despesas básicas, uma situação alarmante que pode se agravar ainda mais.
Nazar destacou que a alimentação é uma das prioridades nas necessidades familiares. Assim, mesmo com uma renda apertada, a compra de alimentos se torna essencial, levando muitas famílias a se endividarem. Ele atribui o problema ao descompasso entre os salários e as despesas essenciais, um fator que agrava ainda mais a situação financeira das famílias.
As causas desse cenário incluem a inflação persistente, os juros elevados e as dificuldades fiscais, que provocam um aumento contínuo nos preços. O economista também alertou sobre os riscos associados ao uso excessivo do cartão de crédito e do cheque especial, que podem comprometer ainda mais a renda familiar em um ambiente econômico desfavorável.
Importância do Planejamento Financeiro
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Durante a entrevista, Fred Nazar destacou a relevância do planejamento financeiro como uma estratégia crucial para evitar o agravamento das dívidas. Ele enfatizou que o valor da renda não é o único fator a ser considerado; a forma como o dinheiro é gerido é igualmente importante.
O economista sugeriu que as famílias organizem seus gastos mensais de maneira detalhada, separando despesas com supermercado, padaria, açougue e outras contas fixas, como energia elétrica, água e aluguel. O controle rigoroso do orçamento permite identificar excessos e ajustar as despesas, promovendo maior equilíbrio financeiro.
Além disso, Nazar recomendou que, mesmo que o valor seja pequeno, as famílias estabeleçam uma reserva financeira. A ideia é separar uma parte do salário logo no início do mês para poupança, antes de pagar outras contas. Esse hábito pode oferecer uma proteção em situações emergenciais, ajudando a evitar dívidas maiores.
Influência dos Combustíveis nos Preços dos Alimentos
O economista também comentou que o aumento no preço dos combustíveis impacta diretamente os valores dos alimentos. Como o Brasil depende, em grande parte, do transporte rodoviário, as flutuações no preço do petróleo afetam o custo final dos produtos. Para mitigar esse problema, Nazar defendeu a maior utilização de malhas ferroviárias e marítimas, que poderiam ajudar a reduzir os custos logísticos e, consequentemente, os preços nas prateleiras dos supermercados.
Por fim, ele salientou que o comprometimento da renda familiar com alimentação tem crescido ao longo dos anos. Um levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise (IPA) revelou que os gastos com alimentos já representam cerca de 30% do orçamento das famílias, um percentual que é superior ao registrado há seis anos, quando esse índice era de aproximadamente 25%. Essa mudança acentua a importância de um gerenciamento financeiro eficaz em tempos de crise econômica.

