Emprego formal na construção civil enfrenta desaceleração em maio
O setor da construção civil registrou uma desaceleração na geração de empregos formais em maio nas regionais do SindusCon-SP. Pesquisa conjunta com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) indica que seis das 11 regionais monitoradas tiveram saldo negativo de vagas no mês. Mesmo com esse desempenho mais fraco, todas as regiões mantêm crescimento no emprego formal ao longo de 2026.
Ribeirão Preto mantém estabilidade e crescimento relevante
Em Ribeirão Preto, o mercado de trabalho no setor de construção permaneceu estável em maio, com um estoque de 53,2 mil trabalhadores com carteira assinada. No acumulado do ano, a região apresenta um aumento de 4,9% no número de empregos formais, consolidando um desempenho consistente diante do cenário nacional.
Fernando Junqueira, diretor da Regional Ribeirão Preto do SindusCon-SP, destaca que a expansão do setor reforça a importância da qualificação profissional. “O aquecimento do mercado de trabalho deve ser acompanhado da qualificação, que é o que o setor necessita”, afirma, apontando para a necessidade de investimentos na formação de trabalhadores para sustentar esse crescimento.
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Destaques regionais e variações no emprego formal
Entre as regionais com melhor desempenho, São José do Rio Preto lidera o crescimento proporcional, com alta de 8,3% e um estoque de 25,6 mil trabalhadores formais. Já Sorocaba registrou o melhor saldo em maio, abrindo 809 vagas e alcançando um estoque de 100,6 mil trabalhadores. A região acumula crescimento de 6% no ano e 5,92% nos últimos 12 meses.
Santos também apresentou resultado positivo, com saldo de 405 novos empregos no mês e estoque de 30,5 mil trabalhadores formais, acumulando alta de 7,1% no ano e 7% nos últimos 12 meses. Na capital paulista, o setor manteve estabilidade, com saldo positivo de 119 empregos em maio e um estoque total de 374 mil trabalhadores formais, distribuídos entre serviços especializados (160,8 mil), edificações (119 mil) e obras de infraestrutura (94,3 mil). O crescimento acumulado no ano foi de 4,8%.
Regiões com saldo negativo e perspectivas
Entre as regionais que fecharam vagas em maio, Campinas teve o maior recuo, com 1.362 postos fechados. Mesmo assim, mantém um dos maiores estoques do Estado, com 101,7 mil trabalhadores formais, e crescimento acumulado de 2,7% no ano. Outras regiões com saldo negativo foram Bauru (-303 vagas), Santo André (-159), Presidente Prudente (-72), Mogi das Cruzes (-48) e São José dos Campos (-13). Todas, no entanto, seguem apresentando crescimento no acumulado anual.
O levantamento, realizado mensalmente pelo SindusCon-SP com base nos dados do Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego e processados pelo FGV/Ibre, acompanha desde 2021 a evolução do emprego formal nas regionais da entidade, fornecendo indicadores essenciais para a avaliação do mercado de trabalho na construção civil paulista.

