Expansão do C-Level Entrevista para São Paulo e novas plataformas
A Folha anunciou a ampliação do programa semanal C-Level Entrevista, que traz conversas em vídeo com empresários, executivos do setor financeiro e políticos. Lançado em junho de 2025 na redação do jornal em Brasília, o programa passará a ser gravado também em São Paulo e estreia no Spotify, ampliando o alcance e a diversidade dos conteúdos.
O projeto reforça a cobertura de economia e negócios da Folha, com episódios apresentados pela repórter especial Flavia Lima. Além dela, participam repórteres especialistas que contribuem com análises aprofundadas sobre os temas abordados, garantindo uma visão completa e atualizada do cenário econômico.
Disponibilidade e primeiros convidados
Além do Spotify, o C-Level Entrevista pode ser acessado no site do jornal, na página folha.com/c-level, e também pelo canal oficial no YouTube (youtube.com/folha). Essa estratégia permite que o público acompanhe as entrevistas por diferentes plataformas, facilitando o acesso e a interação.
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O primeiro entrevistado na unidade de São Paulo é Rogério Poppe, CEO e responsável pela área de renda variável da ARX Investimentos, gestora carioca que administra aproximadamente R$ 53 bilhões em fundos e que completa 25 anos em 2026. Poppe compartilhou sua visão sobre os desafios atuais do mercado e os impactos das recentes oscilações globais.
Impactos da volatilidade no mercado financeiro
Segundo Poppe, as incertezas no Oriente Médio têm causado volatilidade nos preços do petróleo, o que afeta diretamente o consumo local e representa um problema para as empresas no curto prazo. A alta nos combustíveis, segundo ele, tem um “potencial destruidor de demanda”, prejudicando a atividade econômica.
O gestor ressalta que, caso o preço do barril se mantenha acima de US$ 100, há risco de uma recessão global. Contudo, ele não considera esse cenário como o mais provável para o futuro próximo, mantendo uma perspectiva mais moderada.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Desafios para investimentos em renda variável em cenário de juros
Com a expectativa de desaceleração na queda da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia, Poppe discute a dificuldade de convencer investidores a migrarem para aplicações em Bolsa. “Não convence”, afirma o executivo, destacando que a volatilidade natural da renda variável pode gerar desconforto e levar a decisões precipitadas.
Ele alerta que o erro comum é a migração rápida para o mercado acionário, seguida pela venda das posições em momentos adversos, devido ao medo diante da oscilação dos preços. Essa dinâmica pode prejudicar o desempenho dos investimentos e deve ser considerada na estratégia de alocação dos recursos.
Com essa expansão do C-Level Entrevista, a Folha reforça seu compromisso em oferecer conteúdo relevante e atualizado sobre os impactos das decisões econômicas para empresários, investidores e consumidores, traduzindo indicadores e tendências para efeitos práticos no bolso e na atividade regional.

