Explorando o Museu de Zoologia da USP
A TV Cultura apresenta neste domingo (19/7), às 19h30, o terceiro episódio da série “museus de são paulo“, dedicado ao Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP). Reconhecida como uma das principais instituições científicas da América Latina voltadas ao estudo da diversidade animal, a atração também será exibida às sextas-feiras, às 20h, em horário alternativo.
Um acervo que conta histórias da vida
Com um acervo de aproximadamente 13 milhões de espécimes, o museu oferece um panorama rico sobre a evolução e a conservação da vida, além de refletir sobre o futuro da biodiversidade. A coleção tem suas raízes no final do século XIX, originada como parte do Museu Paulista, e reúne animais, fósseis, tecidos e documentos coletados ao longo de mais de cem anos, tanto no Brasil quanto em outras regiões do mundo.
Esses registros são fundamentais para que pesquisadores entendam a evolução das espécies, as transformações dos biomas e os impactos da ação humana sobre a natureza. “Não é só um lugar onde ficam amostras guardadas ou animais mortos. É uma coleção viva, que está contando a história atual das espécies, a evolução acontecendo em tempo real”, destaca Jaqueline Battilana, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do museu.
Cada exemplar preservado funciona como um testemunho, permitindo que cientistas comparem informações e acompanhem mudanças ao longo do tempo.
Leia também: Carreta do Museu Catavento Leva Ciência e Cultura a Santos
Leia também: Carreta do Museu Catavento Leva Cultura e Ciência a Herculândia
História e ciência unidas no Museu
O episódio também resgata a trajetória das coleções científicas, desde os antigos gabinetes de curiosidades até a consolidação da zoologia como campo de estudo. A produção destaca a contribuição de Paulo Vanzolini, que dirigiu o museu por cerca de 30 anos, ampliando suas coleções e fortalecendo a produção científica da instituição.
“Muitos bichos a gente só sabe que existiram em determinados lugares porque foram coletados e depositados aqui”, observa Luís Fábio Silveira, diretor do Museu de Zoologia. Para além de reunir animais, o museu busca construir uma coleção representativa da biodiversidade no espaço e no tempo.
“Os museus são instituições futurocêntricas. Cabe a nós coletar, trazer para o museu, preservar e garantir para o futuro”, acrescenta Maria Isabel Landim, curadora da Coleção Museográfica.
Tecnologia e acesso para o público
A produção também transporta o espectador para os bastidores do museu, mostrando como tecnologias como tomografia, digitalização, análises genéticas e bancos de tecidos permitem investigar os espécimes sem prejudicar o material armazenado.
Leia também: Carreta do Museu Catavento Leva Cultura e Ciência a Herculândia
Leia também: Carreta do Museu Catavento Leva Cultura e Ciência a Rio Grande da Serra
A exposição permanente “Biodiversidade: conhecer para preservar” aproxima esse patrimônio científico do público. Com dinossauros, fósseis, aves, insetos, uma preguiça-gigante, um urso-polar e animais da fauna brasileira, os visitantes têm a oportunidade de vivenciar dimensões e características da biodiversidade que dificilmente seriam compreendidas de outras formas.
“Quando você entra no museu e olha para um dinossauro pela primeira vez, ou vê um urso ou uma onça nas galerias, tem diante de você um impacto que tela nenhuma vai dar”, reforça Silveira.
Um arquivo da vida para preservar a biodiversidade
Entre espécimes preservados, expedições científicas, documentos históricos e pesquisas avançadas, o Museu de Zoologia da USP se apresenta como um grande arquivo da vida. A instituição reúne ciência, memória e educação para cumprir uma missão essencial: conhecer a biodiversidade, compreender suas transformações e produzir informações capazes de contribuir para evitar novas extinções.

