Russell lidera treino final e confirma competitividade da Mercedes
George Russell foi o piloto mais rápido no terceiro treino livre do GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, realizado em Monza neste sábado (5). A performance do piloto da Mercedes reforçou a força da equipe ao longo do fim de semana, encerrando a última sessão antes da classificação na primeira colocação.
Enquanto isso, Gabriel Bortoleto, da Audi, mostrou potencial ao aparecer entre os primeiros durante o trabalho com pneus médios, beneficiando-se do vácuo proporcionado por Nico Hülkenberg. No entanto, o brasileiro enfrentou dificuldades ao trocar para os pneus macios. A equipe alemã realizou ajustes no acerto do carro de Bortoleto na parte final do TL3, buscando melhorar o desempenho.
Desafios de pneus e estratégias com vácuo em Monza
O terceiro treino livre começou sob calor intenso, com o asfalto chegando a 49°C, um fator que impacta diretamente o comportamento dos pneus e representa um desafio para a Mercedes, que tradicionalmente tem mais dificuldades em temperaturas elevadas. Mesmo assim, Russell e sua equipe mantiveram um ritmo forte, seguindo o bom desempenho do TL2.
Para o brasileiro Gabriel Bortoleto, o treino tinha grande importância. Após terminar o TL1 entre os dez primeiros, ele caiu para a 15ª posição no TL2, principalmente por dificuldades com os pneus macios. A Audi, que já esperava um fim de semana complicado em Monza devido às longas retas do circuito, buscava soluções para melhorar a performance, especialmente diante da limitação da velocidade da equipe.
Início do treino e primeiras voltas dos pilotos
No começo do TL3, poucos pilotos saíram imediatamente para a pista. Bortoleto foi um dos primeiros, seguido por Hülkenberg, ambos realizando voltas de instalação. A Audi aproveitou esse momento para verificar o funcionamento dos carros, considerando as dificuldades técnicas enfrentadas em etapas anteriores.
Pilotos como Gasly, Colapinto e Sainz foram os primeiros a buscar tempos competitivos, com Colapinto baixando seu tempo para 1:23.766. Entretanto, Albon da Williams enfrentou um problema no volante e precisou retornar à garagem antes de iniciar suas voltas rápidas.
Estratégias de vácuo e disputas na ponta
À medida que os principais pilotos entraram na pista, as posições começaram a se movimentar rapidamente. Antonelli assumiu a liderança com 1:23.032, seguido por Leclerc com 1:23.250. A diferença nos compostos de pneus era evidente, com Antonelli e Leclerc usando macios, enquanto Verstappen, Colapinto, Lawson, Gasly e Bortoleto estavam com médios.
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Bortoleto marcou inicialmente 1:24.309, aparecendo em oitavo lugar, e mostrou-se mais rápido que Hülkenberg, seu companheiro de equipe, com uma vantagem de três a quatro décimos.
A Audi então investiu na tática do vácuo, essencial para Monza. Hülkenberg auxiliou Bortoleto em suas tentativas, permitindo que o brasileiro melhorasse para 1:23.893 e depois para 1:23.561, alcançando a sexta posição na tabela. Esse desempenho com pneus médios colocava Bortoleto como o terceiro mais rápido entre os que usavam esse composto.
Incidentes e ajustes nas equipes rivais
Monza apresentou mais um desafio clássico: o tráfego na pista. A diferença de velocidade entre os carros em volta rápida e aqueles preparando as tentativas elevou os riscos. Lawson rodou na segunda parte da primeira chicane, provocando uma bandeira amarela, mas conseguiu continuar. Hamilton também enfrentou dificuldades, tocando a brita entre as curvas de Lesmo.
Mercedes e Ferrari exploraram o uso do vácuo entre seus pilotos. Antonelli, com punição que o fará largar no fim do grid, forneceu vácuo a Russell, que assim assumiu a liderança com 1:22.687. Na Ferrari, Hamilton e Leclerc trocaram ajuda durante as tentativas, com Leclerc conseguindo baixar para 1:22.913 depois de inicialmente ter seu tempo de 1:23.250 retirado e depois restabelecido pela direção de prova.
Simulações de classificação e desempenho dos pilotos
Com cerca de 20 minutos restantes, as equipes voltaram aos boxes para preparar as simulações de classificação com pneus macios novos. Russell baixou seu tempo para 1:22.463, mantendo a Mercedes na frente. Verstappen, sem auxílio de vácuo, fez 1:22.790, e Antonelli marcou 1:22.696.
Para Bortoleto, era o momento decisivo. Apesar do bom desempenho com médios, a dúvida era se a Audi havia solucionado os problemas com os macios. Hülkenberg melhorou para 1:23.126, ultrapassando a 8ª colocação, enquanto Bortoleto fez 1:23.319, chegando à 9ª posição, ficando atrás do companheiro.
Outros pilotos também avançaram, como Colapinto com 1:23.101 e Lindblad com 1:22.724. Leclerc e Norris também marcaram tempos competitivos, enquanto Hamilton perdeu uma volta rápida por erro.
Últimos minutos e ajustes finais da Audi
Com a evolução dos adversários, as duas Audi caíram na tabela, confirmando a dificuldade em extrair desempenho dos pneus macios. A equipe tentou uma última reação ajustando o ângulo da asa do carro de Bortoleto, mas o ganho foi insuficiente para melhorar significativamente o tempo.
O tráfego voltou a causar um susto nos minutos finais. Russell e Piastri chegaram muito próximos na Curva 6, gerando preocupação pela diferença de velocidade. Após análise, a direção de prova decidiu que não haveria investigação.
Encerramento e expectativas para a classificação
A sessão terminou com Russell consolidado na primeira posição, mantendo a Mercedes como uma das equipes mais fortes antes da definição do grid. O papel do vácuo foi confirmado como elemento essencial para a classificação, com Mercedes, Ferrari e Audi ensaiando a estratégia entre companheiros.
Para Gabriel Bortoleto, o TL3 trouxe uma leitura mista: bom desempenho com pneus médios e vácuo, mas persistente dificuldade com os macios. A Audi segue buscando o melhor ajuste para o brasileiro, que encara uma das pistas mais desafiadoras da temporada em termos de velocidade de reta.
A classificação para o GP da Itália acontece ainda neste sábado, às 11h, horário de Brasília, e promete definir as posições no grid para a corrida em Monza.

