Crise no PSB da Paraíba
O PSB da Paraíba vive um momento delicado, encerrando o prazo da janela partidária com uma significativa perda de seus pré-candidatos a deputado estadual e federal. Nas últimas semanas, diversos nomes importantes deixaram a legenda em busca de novas oportunidades em outras siglas. Entre os destinos favoritos estão o Republicanos, de Hugo Motta, e o Progressistas, liderado por Aguinaldo Ribeiro. Essa reviravolta não surpreende, tendo em vista as constantes reclamações dos próprios membros do partido quanto à falta de articulação política, especialmente sob a liderança do ex-governador João Azevêdo, que também ocupa a presidência estadual do PSB.
A Assembleia Legislativa da Paraíba agora conta com apenas um representante socialismo, Chico Mendes, que se destaca em meio ao desmonte. O partido sofreu perdas significativas com a saída de nomes como João Gonçalves, Tanilson Soares e Júnior Araújo, que migraram para o Progressistas. Tião Gomes e Hervázio Bezerra deixaram a legenda, indo respectivamente para o Republicanos e o MDB. Na Câmara Federal, Gervásio Maia também deu adeus ao PSB, optando por se filiar ao PC do B.
Além dessas baixas, João Azevêdo se despediu de ex-auxiliares como Pollyanna Werton e Ricardo Barbosa, que aceitaram convites de Aguinaldo Ribeiro para se juntar ao Progressistas. Outros nomes, como o ex-prefeito de São Bento, Jarques Lúcio, e o presidente da Famup, George Coelho, também optaram pelo Republicanos. O médico Jhony Bezerra, que se apresentava como pré-candidato pelo PSB, agora está no PSD, aumentando ainda mais a lista de desfalques.
O que resta para o PSB?
Até o momento, os pré-candidatos que permanecem no PSB incluem Chico Mendes, o ex-secretário Tibério Limeira, Lídia Moura e o ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, que tenta reverter decisões judiciais que o tornaram inelegível. O partido, que há pouco tempo tinha um papel de destaque sob a liderança do governador, agora enfrenta uma situação crítica, com seu espólio dividido entre Aguinaldo e Hugo Motta.
A liderança de João Azevêdo, que anteriormente se mostrava confiante ao responder a questionamentos da imprensa sobre as listas de candidatos do PSB, deve mudar radicalmente diante da debandada. Com a atual situação, ele terá que estar preparado para potenciais novos desfalques, que podem, inclusive, afetar sua própria candidatura ao Senado. Essa realidade expõe a fragilidade da estrutura partidária e a necessidade urgente de um novo direcionamento político.

