O Crescimento do Câncer de Pele no Brasil
O câncer de pele continua sendo a neoplasia mais prevalente no Brasil, com números alarmantes segundo as últimas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para o triênio de 2026 a 2028, a expectativa é de mais de 263 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma e aproximadamente 9 mil de melanoma, totalizando mais de 270 mil diagnósticos. Este novo número ultrapassa as projeções anteriores, que indicavam cerca de 229 mil casos por ano.
O estado de São Paulo se destaca por concentrar a maior parte desses registros, com uma estimativa de 61.240 casos anuais de câncer de pele não melanoma e 2.820 de melanoma. No Sudeste, a soma dos novos casos esperados é de 131.750 para o não melanoma e 4.390 para o melanoma, ressaltando o impacto significativo da doença na região.
Segundo o oncologista Carlos Fruet, “regiões mais populosas e com maior acesso aos serviços de saúde tendem a registrar mais diagnósticos. Isso explica o cenário no Sudeste e, em particular, em São Paulo, mas também ressalta a necessidade de aumentar as estratégias de prevenção e detecção precoce”.
Tipologias do Câncer de Pele
O câncer de pele se classifica em dois tipos principais: o não melanoma, que é o mais comum e frequentemente diagnosticado no Brasil, tende a evoluir de forma menos agressiva e apresenta altas taxas de cura. Por outro lado, o melanoma, apesar de ser menos frequente, é mais agressivo e apresenta um risco elevado de metástase.
“O melanoma requer atenção redobrada precisamente por seu comportamento mais agressivo. Entretanto, quando detectado de forma precoce, as chances de sucesso no tratamento aumentam consideravelmente”, explica Fruet.
Fatores de Risco e Prevenção
Em regiões com clima quente, como Ribeirão Preto e outras áreas do interior paulista, o risco de desenvolver câncer de pele é elevado, especialmente devido à alta incidência de radiação ultravioleta durante todo o ano. A exposição ao sol não ocorre apenas durante atividades de lazer, mas também em situações do dia a dia, o que torna fundamental a proteção, mesmo em momentos de deslocamentos curtos ou em dias nublados.
“A prevenção é a nossa maior aliada. O uso consistente de protetor solar, com fator de proteção a partir de 30, é imprescindível. Além disso, é essencial usar acessórios como chapéus, bonés, óculos com proteção UV e roupas adequadas, pois essas medidas simples podem reduzir significativamente os danos provocados pela exposição solar ao longo da vida”, afirma o especialista.
Identificando os Sinais de Alerta
O câncer de pele geralmente se manifesta nas áreas do corpo que são mais expostas ao sol, mas pode também aparecer em extremidades e no tronco. “Os principais sinais de alerta incluem manchas que mudam de cor, formato ou tamanho, e lesões que não cicatrizam. É fundamental procurar um médico ao notar qualquer alteração persistente na pele”, recomenda Fruet.
Além disso, algumas condições podem aumentar o risco de desenvolver a doença, como a exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, histórico familiar de câncer de pele, pele clara, a presença de múltiplas pintas, queimaduras solares anteriores e o uso de câmaras de bronzeamento.

