Inovação e Agricultura de Precisão
A Agrosystem destacou-se recentemente ao vencer o 9º Prêmio Nacional de Inovação na categoria Lei do Bem – Média Empresa. Este prêmio, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), reconheceu pela primeira vez iniciativas que se beneficiaram da Lei 11.196/2005. Essa legislação é a principal política nacional de incentivo ao investimento privado em pesquisa e desenvolvimento (PD&I).
A empresa, com sede em Ribeirão Preto, São Paulo, se especializa no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio, focando na agricultura de precisão, automação, sensoriamento e conectividade no plantio de grãos. O projeto que lhe conferiu o prêmio é o Bolt, um dosador de sementes 100% elétrico, projetado para aumentar a precisão, a autonomia e a eficiência do plantio.
Implementando a Lei do Bem desde o ano de 2023, a Agrosystem busca aprimorar suas soluções de tecnologia para o campo. “Nasci como distribuidora de tecnologias para agricultura de precisão e fui pioneira nesse segmento no Brasil. Com o tempo, expandimos nossa atuação e consolidamos nossa presença no agronegócio, sempre acompanhando a evolução tecnológica do setor”, explica Thiago Carvalho, CEO da Agrosystem.
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Segundo a empresa, foram investidos mais de R$ 4 milhões em inovação por meio da Lei do Bem, um instrumento que ajuda a reduzir os riscos associados aos investimentos em pesquisa, compartilhando os esforços com o setor público.
No mês de março, Arthur de Paula Ferreira, diretor de Engenharia e Operações da Agrosystem, recebeu o prêmio de Inovação das mãos do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida. Ele destaca a importância da Lei do Bem: “Esse instrumento é estratégico e essencial para nós. Ele gera um impacto sistêmico significante, fortalecendo o ecossistema de inovação no Brasil. Ao fomentar o desenvolvimento tecnológico no setor privado, contribui para aumentar a produtividade, a geração de valor e a evolução tecnológica de setores essenciais como o agronegócio”.
Impacto e Iniciativas da Lei do Bem
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Fonte: indigenalise-se.com.br
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Fonte: diariofloripa.com.br
A Agrosystem foi fundada em 1989 por Carlos Henrique Jacintho Andrade, um engenheiro mecânico e filho de agricultores. Atualmente, a companhia conta com uma equipe de 150 profissionais em diversas áreas, incluindo engenharias, agronomia, administração e tecnologia da informação.
A introdução da categoria Lei do Bem no Prêmio Nacional de Inovação é uma das ações do MCTI para aumentar a visibilidade e a aplicação dessa legislação, que oferece incentivos fiscais para empresas que investem em PD&I no Brasil. Em 2025, com dados do ano-base de 2024, a Lei do Bem alavancou aproximadamente R$ 51,6 bilhões em investimentos em PD&I através de 14 mil projetos. O MCTI é o responsável pela avaliação e reconhecimento desses projetos de inovação.
Em comemoração aos 20 anos da Lei do Bem, o MCTI lançou um conjunto de iniciativas para acelerar a análise de projetos e facilitar a participação das empresas. Um exemplo disso é a colaboração com a Embrapii, que visa simplificar a tramitação para empresas que já tiveram projetos avaliados e aprovados. Outra medida foi a atualização do site da Lei do Bem, que agora disponibiliza todas as informações necessárias para as empresas interessadas em utilizá-la.
O MCTI também sublinhou a importância da transparência climática e da utilização de evidências para a formulação de políticas públicas durante o 2º Diálogo Nacional sobre Estratégia Climática de Longo Prazo, realizado em São Paulo. O evento, promovido pelo World Resources Institute (WRI) Brasil, discutiu a descarbonização do país até 2050.
Márcio Rojas, coordenador-geral de Ciência do Clima do MCTI, enfatizou que“ a transparência climática é crucial para garantir que promessas se convertam em ações efetivas e mensuráveis”. O MCTI está desenvolvendo o projeto DataClima+, que visa construir um Sistema Nacional de Transparência Climática, em conformidade com o Acordo de Paris. Esse sistema incluirá módulos que apresentarão informações sobre emissões, adaptação, financiamento e políticas públicas.
A estratégia climática de longo prazo do Brasil, conforme definido pela Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), estabelece a neutralidade de emissões até 2050. Além do Plano Clima, que delineia as diretrizes e metas até 2035, essa estratégia é essencial para a construção de consensos necessários para transformar o país nas próximas décadas. O secretário de mudança do clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Aloísio Melo, e outros especialistas ressaltaram a relevância de uma visão compartilhada para enfrentar os desafios climáticos futuros.

