Resultados da eleição para o Senado no Rio Grande do Sul
Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) garantiram suas vagas como senadores pelo Rio Grande do Sul na eleição realizada neste domingo (4). Com 87,04% das urnas apuradas, Sanderson alcançou 3.069.361 votos, representando 30,05% do total, enquanto Van Hattem obteve 3.066.279 votos, equivalente a 30,02%. Nesta eleição para o Senado, 54 das 81 cadeiras foram renovadas, e cada eleitor votou em dois candidatos, considerando que dois senadores foram eleitos por estado e no Distrito Federal.
Prioridades dos senadores eleitos e posicionamentos públicos
Após a confirmação dos resultados, Sanderson enfatizou a urgência de resolver a questão fiscal do Rio Grande do Sul, incluindo o endividamento rural, e recuperar o protagonismo do estado nas decisões nacionais. “Temos que resolver a questão fiscal do RS. Questão do endividamento rural, além, claro, de devolvermos protagonismo ao RS”, afirmou o senador eleito.
Marcel van Hattem destacou a unidade da campanha e afirmou que o foco é a justiça, criticando decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF). “Desde o início a gente apostou na campanha junta e casada, quem é Marcel é Sanderson e quem é Sanderson é Marcel. A gente quer recuperar o Brasil. Não temos sentimento de revanche, a gente quer justiça. O que ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF) não pode ser tolerado”, disse Van Hattem.
Leia também: Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) conquistam vagas no Senado pelo RS
Fonte: soudejuazeiro.com.br
Leia também: Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) garantem vaga no Senado pelo RS
Fonte: decaruaru.com.br
Trajetórias políticas e experiência dos novos senadores
Sanderson inicia seu primeiro mandato no Senado. Sua carreira política começou em 2018, quando foi eleito deputado federal pela primeira vez, sendo reeleito em 2022. Natural de Erechim (1969) e criado em Santo Ângelo, ele é oficial R2 do Exército Brasileiro na arma de Infantaria. Em 1996, deixou as Forças Armadas para ingressar na Polícia Federal (PF), onde atuou até sua eleição para a Câmara dos Deputados.
Durante sua trajetória, Sanderson presidiu o Sindicato dos Policiais Federais do RS e foi conselheiro da Federação Nacional dos Policiais Federais. Na Câmara, comandou a Comissão Permanente de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado em 2023, além de ter sido vice-líder da Oposição ao governo Lula (PT) em 2025 e vice-líder do governo Jair Bolsonaro (PL).
Marcel van Hattem também assume o primeiro mandato no Senado. Deputado federal em exercício, iniciou sua carreira política em 2004 como vereador em Dois Irmãos. Foi deputado estadual entre fevereiro de 2015 e março de 2018. Em 2018, tornou-se o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, com 349.855 votos, sendo reeleito em 2022.
Van Hattem foi o primeiro líder da bancada do Novo na Câmara dos Deputados e coordena a Comissão Externa que acompanha os danos das enchentes no RS. Sua formação inclui bacharelado em Relações Internacionais, especializações em Direito, Economia e Democracia Constitucional pela UFRGS, mestrado em Ciência Política pela Universidade de Leiden, e cursos em Jornalismo, Mídia e Globalização em universidades europeias. Também participou do Programa de Liderança Política, Social e Empresarial da Georgetown University, nos Estados Unidos.
Estratégia eleitoral e impacto da campanha conjunta
Durante a campanha, Sanderson e Van Hattem adotaram o lema “Quem vota em Sanderson, vota em Van Hattem; e quem vota em Van Hattem, vota em Sanderson”, consolidando um voto em bloco. Essa tática refletiu-se na votação quase idêntica entre os dois candidatos.
Nos debates, a parceria entre PL e Novo ficou clara, com ambos participando juntos para criticar adversários e apontar falhas na gestão do governo Lula (PT), reforçando a estratégia conjunta que garantiu a vitória.

