Legado de liderança e inovação na Drogaria São Paulo
Ronaldo de Carvalho, que conduziu a Drogaria São Paulo de uma pequena rede familiar para um gigante do varejo farmacêutico brasileiro, faleceu aos 82 anos na quinta-feira, 1º. Com formação em engenharia pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ele assumiu o negócio da família em 1971, quando a rede contava com apenas 10 lojas. Sob sua gestão, a empresa cresceu de forma consistente e se tornou referência no setor.
A trajetória de Carvalho é marcada por pioneirismos que mudaram o mercado farmacêutico. Ele foi um dos fundadores da Associação Brasileira Redes Farmácias Drogaria (Abrafarma), criada em 1991 para estabelecer um canal de diálogo com o governo, facilitando a representação do setor. A entidade destacou, em nota, a visão e a capacidade de união do empresário, que ajudou a fortalecer o segmento como um todo.
Superando desafios regulatórios e ampliando o mercado
Durante sua carreira, Carvalho enfrentou barreiras regulatórias que limitavam o funcionamento das farmácias, como leis de zoneamento e restrições de horários conhecidas como “plantões”. Ele criticava, por exemplo, a regra em São Vicente que impedia a abertura de farmácias a menos de 800 metros de distância umas das outras, apontando a dificuldade de expansão do setor sob essas condições.
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Entre as estratégias para crescer e superar a concorrência, Carvalho defendeu a fusão da Drogaria São Paulo com a Drogaria Pacheco. Ele via essa união como uma solução para acabar com a rivalidade entre as duas maiores redes farmacêuticas do país e criar a maior rede de farmácias do Brasil, com presença consolidada no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O futuro da farmácia como centro de serviços de saúde
Marcilio Pousada, CEO da RDsaúde, destacou que a farmácia está prestes a retomar seu papel central na prestação de serviços de saúde, um movimento que reforça a importância das redes farmacêuticas na economia e no atendimento à população. A mudança na marca corporativa da maior rede do país reflete essa aposta em um modelo de negócios focado não apenas na venda de medicamentos, mas na oferta de serviços que impactam diretamente a saúde e o bem-estar dos consumidores.
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Fonte: rjnoar.com.br
Com a morte de Ronaldo de Carvalho, o setor perde um líder que não apenas expandiu um negócio familiar, mas também ajudou a moldar o mercado farmacêutico brasileiro, integrando empresas e defendendo a modernização e a união do segmento. Seu legado permanece vivo no fortalecimento da economia regional e na geração de empregos vinculados ao varejo de saúde.

