Ex-Goleiro Doni e os Desafios da D32 na Flórida
Um levantamento realizado pelo g1 apontou que a D32, empresa do ex-goleiro da Seleção Brasileira, Doniéber Alexander Marangon, conhecido como Doni, enfrenta uma situação complicada. Desde 2018, a companhia acumulou 22 ações cíveis apenas no Tribunal do Condado de Orange, que abarca cidades como Orlando e Palm Bay, nos Estados Unidos.
Entre os processos, destacam-se queixas sobre quebras de cláusulas contratuais relacionadas a investimentos feitos por pessoas atraídas pelo mercado imobiliário norte-americano. Além disso, há causas cíveis que envolvem cobranças que chegam até US$ 50 mil.
Conforme divulgado pelo site oficial do tribunal, atualmente, cinco processos permanecem pendentes. Entre eles, encontra-se uma ação movida pelo jogador de futebol Willian Souza Arão da Silva, ex-Santos, que alega ter perdido US$ 200 mil investidos na D32. Outro caso, que está em fase de reabertura, também chama a atenção.
Outros processos já encerrados incluem o de duas moradoras que, em 2021, assinaram um contrato para adquirir uma casa por cerca de US$ 200 mil em Dunnellon, a 136 quilômetros de Orlando. Elas solicitaram o pagamento de US$ 59,6 mil referentes ao que já haviam pago, uma vez que a empresa não cumpriu com a entrega do imóvel. A Justiça chegou a ameaçar prender os sócios da D32 caso eles não comparecessem a uma audiência realizada na última terça-feira (10) para discutir o caso.
Nos registros do tribunal, constam incidentes em que os representantes da D32 não compareceram aos atos processuais exigidos, gerando ainda mais repercussão negativa.
Doni Se Defende e Almeja Reestruturação
Em nota oficial, Doni refutou as acusações associadas ao seu nome, alegando que os problemas relatados são meras divergências pontuais. Ele declarou que a D32 está passando por um processo de reestruturação societária e administrativa, que inclui a revisão e renegociação de contratos sob nova gestão.
A D32, segundo informações apuradas pela EPTV, é uma empresa que atua no mercado imobiliário dos Estados Unidos e que tem como sócios, além de Doni, o brasileiro Werner Macedo. A companhia captava recursos tanto no Brasil quanto no exterior, prometendo rendimentos de até 15% ao ano para a construção de casas em condomínios de médio e alto padrão na Flórida.
Reportagens relacionadas exibidas em um canal local da Flórida em 2025 mostraram imagens de imóveis abandonados em Palm Bay, provocando insatisfação entre moradores da região. Além disso, vários compradores alegaram ter enfrentado prejuízos financeiros devido à falta de entrega dos imóveis e à inexistência da devolução dos valores pagos.
Nota de Esclarecimento de Doni
Na nota enviada à EPTV, Doni esclarece: “Diante de recentes publicações que associam meu nome a processos judiciais no Estado da Flórida, venho a público esclarecer os fatos. Sou sócio de uma incorporadora atuante na região central da Flórida há mais de oito anos, que está passando por uma reestruturação em razão da integração com empresas consolidadas do setor de construção no Brasil e nos EUA. Esse processo envolve a revisão e renegociação de contratos sob a nova gestão, o que gerou algumas divergências comerciais com clientes. Contudo, todas estão sendo tratadas de forma técnica e legal”.
Ele ainda enfatizou que não há nenhum pedido de prisão em aberto e que o advogado da empresa compareceu à audiência, onde todos os documentos foram apresentados conforme solicitado pelo juiz, que reconheceu que a D32 está cumprindo suas obrigações judiciais de maneira adequada.
“A atuação jurídica da empresa é transparente e colaborativa com as autoridades competentes, visando a continuidade da reestruturação em andamento”, finalizou Doni, que destacou o suporte de um Fundo de Capital e de uma Construtora sediados na Flórida. Até o momento, mais de 2.500 unidades estão previstas, das quais 250 já foram entregues”.

