Vereador Sob Fogo Cruzado
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto realiza uma sessão aberta ao público, marcada para as 14h30, onde ouvirá testemunhas sobre as suspeitas de ‘rachadinha’ envolvendo o gabinete do vereador Lincoln Fernandes. Durante essa audiência, três ex-assessores do parlamentar deporão, contribuindo para a fase de instrução da comissão que foi estabelecida em março, após a apresentação das denúncias no Legislativo.
Lincoln Fernandes, que ocupa a posição de segundo secretário na mesa diretora, enfrenta investigações que questionam a prática de coletar parte dos salários de seus assessores como uma condição para sua permanência nos cargos. Essa situação gerou um clima de tensão na Câmara, refletindo preocupações sobre a ética e a transparência no serviço público.
A abertura do processo de cassação do vereador ocorreu no dia 25 de fevereiro, com a aprovação de 20 vereadores. Inicialmente, o caso foi encaminhado ao Conselho de Ética, mas este decidiu devolvê-lo à presidência da Casa, considerando que um processo formal na comissão era o caminho mais adequado para tratar das questões levantadas.
O grupo responsável pela investigação será presidido por Jean Coraucci, do PSD, enquanto Judeti Zilli, do PT, atuará como relatora e Sargento Lopes, do PL, compõe a comissão. Ao término dos trabalhos, que precisam ser finalizados em até 90 dias, a comissão terá a responsabilidade de decidir entre a absolvição ou a cassação de Lincoln, sendo que a opção de afastamento como sanção não é prevista neste rito, ao contrário do que ocorreria no Conselho de Ética.
A defesa de Lincoln Fernandes manifestou um forte sentimento de ‘inconformismo e repúdio’ diante da abertura do processo de cassação. Os representantes do vereador afirmaram que as alegações são baseadas em ‘informações inverídicas e flagrantemente falsas’, e prometeram buscar a apuração e responsabilização daqueles que, segundo eles, utilizam o aparato público para fins caluniosos.
Com a expectativa de que a comissão traga à tona os fatos e promova a justiça necessária, a situação de Lincoln Fernandes levanta um debate importante sobre a integridade no serviço público e os limites da atuação dos parlamentares.

