Clube Alvinegro Acusa Adriano Monteiro Alves de Fraude e Estelionato
No dia 23 de outubro, o Corinthians protocolou uma notícia-crime no 52º Distrito Policial de São Paulo contra Adriano Monteiro Alves, irmão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves. O clube alega que Adriano tentou praticar estelionato e fraudou contratos ao supostamente utilizar o nome e a estrutura do Corinthians para firmar acordos sem a devida autorização da diretoria. A informação foi inicialmente divulgada pelo portal GE.
A denúncia indica que Adriano teria formalizado um acordo de exclusividade com a Plug Financeira, que visava a integração de sistemas de pagamento no aplicativo “Universo SCCP” e em serviços geridos pela Liga Tech. Para que a transação fosse concretizada, a empresa teria se comprometido a pagar um adiantamento de R$ 750 mil, quantia que, segundo a acusação, deveria ser remetida à Ervas da Amazônia Ltda., uma empresa registrada em nome de Aldilene Francisca de Moraes.
O Corinthians alega que apenas tomou conhecimento desse suposto acordo quando um representante da Plug Financeira buscou o presidente Osmar Stabile no Parque São Jorge para discutir os próximos passos da negociação. A diretoria afirma ter sido surpreendida pela situação e, após reunir evidências, decidiu recorrer à polícia.
Reação de Adriano e Resposta da Empresa Envolvida
Em resposta às acusações, Adriano Monteiro Alves negou as imputações por meio de um comunicado. “Lamento e repudio a divulgação de acusações sem qualquer fundamento, que acabam desviando o foco do que realmente importa neste momento para o clube”, declarou, acrescentando que pretende tomar medidas legais para proteger sua honra.
Por sua vez, a Ervas da Amazônia Ltda. também se manifestou sobre o caso. De acordo com a empresa, não houve qualquer irregularidade e destacou que foi contatada pela Plug Financeira apenas para uma possível consultoria pontual. A empresa enfatizou que as discussões não avançaram e que nenhum contrato foi firmado ou valor recebido. Além disso, esclareceram que sua sócia-administradora não é advogada, mas sim empresária no setor de consultoria.

