Expansão dos Voos Regionais pela Gol
A Gol Linhas Aéreas anunciou uma significativa ampliação em suas operações regionais a partir do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, durante o mês de março. A companhia observou um crescimento impressionante de 115% no número de decolagens e na oferta de assentos disponíveis, refletindo uma recuperação do setor aéreo após os desafios impostos pela pandemia.
Essa nova fase da Gol inclui voos para cidades estratégicas, como Londrina e Maringá, no Paraná, além de Uberlândia, em Minas Gerais. No interior paulista, a companhia atenderá a localidades como Araçatuba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, garantindo uma maior conectividade para os passageiros.
Os novos trechos começaram a operar no último domingo, 29, com frequências diárias, o que marca um avanço significativo na retomada das operações aéreas. Em 2025, o Brasil chegou a um recorde histórico de 129,6 milhões de passageiros transportados, representando um crescimento de 8,4% no mercado doméstico em comparação ao ano anterior.
Recuperação Financeira e Reestruturação da Gol
Ainda que a Gol esteja expandindo suas operações, a companhia também enfrenta um cenário desafiador em termos financeiros. Em janeiro de 2024, a empresa solicitou recuperação judicial nos Estados Unidos devido a um endividamento acumulado de aproximadamente US$ 20 bilhões. O processo de reestruturação foi concluído em junho de 2025, incluindo a captação de US$ 1,9 bilhão e a conversão de US$ 2,55 bilhões em ações, com a meta de reduzir a dívida para três vezes o Ebitda até o próximo ano.
Em um esforço para fortalecer sua posição no setor, o governo federal lançou o Fundo Nacional de Aviação Civil, que prevê a disponibilização de R$ 4 bilhões em crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para ajudar na renovação da frota de aeronaves das companhias aéreas brasileiras.
Alterações na Estrutura da Companhia
Recentemente, a Gol também anunciou sua saída da B3, a Bolsa de Valores do Brasil, o que significa que suas ações deixarão de ser negociadas no mercado aberto. A companhia agora opera como uma empresa fechada, sob o controle da holding Abra. Essa mudança ocorreu após a realização de uma oferta pública de aquisição, onde o preço foi fixado em R$ 11,45 por mil ações preferenciais.
Os investidores que participaram do leilão estão recebendo os valores corrigidos pela Selic, a taxa básica de juros do Brasil, até esta segunda-feira, 30. Aqueles que não venderam suas ações passarão a deter participação em uma empresa fechada e, a partir de abril, os papéis deixarão de existir como ativos listados. Em substituição, receberão novos títulos da estrutura societária que não serão negociados na bolsa.

