Decisão Firmada pelo PSD
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deixou clara sua posição ao afirmar que não haverá aliança do partido com o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 9, após Kassab participar de um jantar em São Paulo, onde esteve ao lado do presidente nacional do PT, Edinho Silva. Embora Haddad tenha enviado mensagens amistosas a Kassab, o dirigente garantiu que o PSD está solidamente alinhado com o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
“Ele (Haddad) me mandou uma mensagem de feliz Páscoa, e eu retribuí. Posso conversar com ele, pois discutir políticas públicas é fundamental”, mencionou Kassab. Entretanto, o apoio a Tarcísio é uma decisão já consolidada dentro do partido, sublinhou.
Foco em Compromissos e Alianças Futuras
Durante o evento, Kassab foi questionado sobre eventuais conversas com outros partidos para uma possível aliança na chapa presidencial do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele respondeu que, neste instante, não há partidos disponíveis para formar alianças e que o foco do PSD é estabelecer compromissos entre o pré-candidato e a sociedade.
“Neste momento, não temos interesse em formar alianças”, afirmou. Kassab também antecipou que a definição do vice de Caiado deve ocorrer apenas em julho, indicando que as discussões estão ainda em fase inicial.
Diálogo entre PT e Possibilidades de Aliança
Após o jantar, Edinho Silva foi questionado sobre a probabilidade de um acordo com o PSD e afirmou que não está participando das articulações em São Paulo. “Sem dúvida, Fernando Haddad buscará diálogo com todos os partidos que desejam se unir a nós”, declarou o presidente do PT.
Edinho também se manifestou sobre a concorrência entre os ex-ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) pela segunda vaga ao Senado na candidatura de Haddad, negando qualquer rivalidade. “Quem não ocupar a vaga ao Senado terá outra função no processo eleitoral”, afirmou. A posição de vice também permanece indefinida, conforme destacou.
Articulação e Reformas Necessárias
O presidente do PT reforçou que a articulação política será liderada por Haddad, e que tanto França quanto Marina são essenciais para fortalecer o projeto do PT, não apenas em São Paulo, mas também para a reeleição do presidente Lula.
Kassab e Edinho falaram à imprensa após mais de uma hora debatendo sobre as eleições presidenciais e as reformas que consideram necessárias para o país. A audiência era predominantemente formada por empresários, entre eles Rubens Ometto, da Cosan, e Flávio Rocha, da Riachuelo.
Kassab expressou sua preocupação de que a discussão sobre o projeto de escala de trabalho 6 X 1 ocorra tão próximo das eleições, e de maneira apressada, o que gerou aplausos entre os presentes.
Por outro lado, Edinho defendeu a estratégia do governo Lula de apresentar um projeto próprio para ser debatido com urgência. Ele sustentou que a verdadeira discussão deve ocorrer durante a regulamentação da lei, que, segundo ele, é o momento que mobilizará a sociedade. “É a regulamentação que vai mobilizar a sociedade”, concluiu.

