Fiscalização reforçada em esportes radicais após tragédia
Em resposta ao aumento das preocupações com a segurança em esportes de aventura, São Paulo realizou neste sábado (27) uma operação rigorosa para fiscalizar atividades que envolvem saltos em altura, como rope jump e bungee jump. A ação, que mobilizou equipes em 11 locais estratégicos do estado, tem como principal objetivo coibir irregularidades e assegurar que as empresas sigam protocolos de proteção aos praticantes.
Operação abrange pontos de alto risco com atuação integrada
A iniciativa contou com a presença da Polícia Militar e o apoio técnico de fiscais do Procon, que inspecionaram equipamentos e documentos das empresas. Entre os locais vistoriados estão áreas com grande fluxo de turistas e praticantes, como a Pedreira do Dib, em Mairiporã; o Viaduto Sumaré, na capital; o Parque Caminhos do Mar, em Cubatão; a Pedra do Maluf, em Guarujá; e o Rio Jacaré Pepira, em Brotas.
Também foram fiscalizados o Parque Tarundu e o Zoom Bike Park, em Campos do Jordão; a Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí; a Pedra Grande, em Atibaia; a Pedra do Índio, em Botucatu; e a Cachoeira Can Can, em Ibaté. A operação teve como foco a orientação dos praticantes e a verificação da conformidade dos serviços oferecidos.
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Fonte: ctbanews.com.br
Contexto e planejamento da ação
A mobilização aconteceu após reunião, no dia 16 de março, na Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), que reuniu representantes da Defesa Civil e das Secretarias de Turismo e Esportes. O encontro foi fundamental para traçar estratégias de prevenção de acidentes, respondendo à crescente popularidade dessas modalidades.
Tragédia em Limeira destaca ausência de regulamentação específica
A intensificação da fiscalização ocorre após a morte de uma jovem de 21 anos durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. A vítima caiu de cerca de 40 metros sem equipamento de proteção adequado. O inquérito da Polícia Civil segue em andamento, com seis pessoas detidas por envolvimento na organização da atividade.
Atualmente, o rope jump não possui regulamentação nacional específica, gerando lacunas em normas de segurança. Diante disso, o governo paulista avalia a criação de uma força-tarefa permanente para monitorar o setor, identificar prestadores de serviço e mapear áreas com maior risco de acidentes, buscando maior controle e segurança para praticantes.

