Contribuição de Renato Machado para o jornalismo
Renato Machado, que faleceu aos 83 anos na Clínica São Vicente, na Gávea, zona Sul do Rio de Janeiro, deixou um legado importante para o jornalismo brasileiro. Durante o Live CNN desta quinta-feira (16), o âncora do CNN Prime Time, Márcio Gomes, prestou uma homenagem ao colega e ressaltou a influência que Renato teve em sua carreira.
Influência e aprendizado profissional
“Algumas notícias nos atingem com mais força, e essa talvez seja uma delas, por tudo que o Renato representou na nossa profissão, na nossa imagem. Quem não queria ser o Renato Machado?”, afirmou Márcio Gomes. Ele destacou momentos da trajetória de Renato como repórter no Rio de Janeiro, correspondente internacional e âncora de telejornal, ressaltando que sempre quis seguir esses passos.
Márcio destacou que Renato foi um verdadeiro guia em sua formação profissional. “A imagem dele era inevitavelmente um espelho para mim, um farol que eu queria seguir, para ser como ele, na inteligência, na cultura, na possibilidade de tratar de tantos assuntos”, disse. Ele também ressaltou a versatilidade do jornalista: “Na leveza com que ele levava os assuntos leves, na profundidade com que ele conseguia levar os assuntos mais pesados, mais difíceis, porque ele era muito inteligente, muito culto.”
Leia também: Morre Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, aos 83 anos
Leia também: Renato Machado, ícone do jornalismo brasileiro, morre aos 83 anos
Fonte: vitoriadabahia.com.br
Experiência substituindo Renato Machado
O apresentador contou que chegou a substituir Renato durante férias, o que representou um momento de grande aprendizado. “É engraçado isso, os momentos em que mais aprendi com ele foram quando ele não estava perto de mim. Era uma tremenda responsabilidade por tudo que ele representava, por tudo que ele nos ensinava a cada reportagem e a cada ancoragem que ele fazia. Era uma lição de jornalista.”
Gentileza e momentos pessoais
Apesar de não terem tido muita intimidade pessoal, Márcio Gomes ressaltou a gentileza de Renato nas ocasiões em que estiveram juntos. Ele lembrou uma fotografia compartilhada em 2019, durante gravações para o “Globo Repórter”, em um aeroporto, cuja chamada abordava viagens e experiências. “Eu lembro de cada segundo, de cada momento que eu gravei isso com ele”, comentou.
Leia também: Renato Machado, ícone do telejornalismo brasileiro, morre aos 83 anos
Fonte: edemossoro.com.br
Com bom humor, Márcio contou um detalhe curioso daquele dia: “Ele falava: ‘Não filma meu pé, estou sem meia’. Ele, tão elegante, estava sem meia no sapato. Ou muito elegante, já que muita gente hoje não usa meia, eu seria incapaz de não usar. Talvez o Renato estivesse à frente do seu tempo”, brincou o jornalista.

